UM SONETO PARA JUSTINA

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UM SONETO PARA JUSTINA


*


Procura-se osga-moura pequenina
De seu nome Justina a Justiceira.
Dá-se uma recompensa financeira
A quem saiba dar novas de Justina
*


Ou me possa dizer por que a ladina
Me desapareceu desta maneira
Depois de cativar-me toda inteira
Como se eu fosse ainda uma menina.
*


Talvez o réptilzinho adivinhasse
Que, caso nesta casa pernoitasse,
De ceia à minha gata serviria...
*


Não, não darei alvíssaras, lamento!
Melhor fica Justina livre, ao vento,
Do que em barriga alheia ficaria.
*



Maria João Brito de Sousa - 29.05.2020 - 16.13h

Comentários

  1. Maria Elvira Carvalho29 de maio de 2020 às 20:16

    Bem bonita a Justina. Gosto de osgas. A nora e a neta mais velha (que a pequenina ainda não tem voto na matéria) têm imenso medo e pensam que eu sou maluca por dizer que gosto das bichinhas.
    E gostei de saber que a Justina se livrou da barriga da gatinha.
    Abraço e saúde

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    1. Ora, Elvira, não se preocupe. Elas, provavelmente, não fazem a menor ideia de quão úteis estes animaizinhos são. As osgas-mouras são exímias caçadoras de indesejáveis insectos e tudo o que por aí se diz sobre serem "peçonhentas" é uma redonda mentira.

      Obrigada e um forte abraço

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  2. Não gosto de répteis nem entendo quem os tenha
    como animais de estimação.
    Mesmo que seja uma simpática osga com nome de gente.
    Do nome Justina, já gosto e até conheço uma que não é
    gente nem rasteja.
    Tem penas, tem duas patinhas é uma ave bonita
    porém, só tem um defeito.
    A Janita conhece-a a ela, e ela não conhece a Janita.

    Gostei muito deste poema da osga que escapou ilesa.

    Beijinho, Maria João.

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    1. Ah, Janita, eu estimei muito a Justina, mas não a tive comigo por mais de uma hora...

      Quando a senhora do Centro chegou para dar-me banho, ela ainda estava imóvel no tecto. Quando saí do banho... nem rasto dela!

      Gosto muito de osgas desde muito, muito pequenina, tal como o meu pai que me ensinou a respeitar a sua imensa utilidade enquanto exterminadoras de pragas de insectos.

      Espero que a pequenota tenha conseguido esgueirar-se por alguma frincha e esteja de excelente saúde

      Fico a pensar quem será essa sua misteriosa Janita que conhece mas que não a conhece a si

      Obrigada e um grande beijinho

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  3. Parabéns pela capacidade criativa, inesgotável e poetando sobre temas tão inusitados. Votos de muita saúde. As osgas fazem-me impressão, mas, por norma, não as mato, dado que são muito úteis. Desconhecia que os gatos as comem. Ou é metáfora poética? Saudações cordiais e poéticas. Também de parabéns para J. Sustelo, pelo poetar a 4 mãos! Saúde!

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    1. Muito obrigada, Francisco!


      Tem toda a razão; estes pequenos répteis são-nos muitíssimo úteis.

      Também não posso garantir-lhe que os gatos comam osgas, mas tenho a certeza que se a Mistral a visse, não descansaria enquanto a não caçasse... e temo bem que a nossa amiga Justina não saísse viva dessa caçada....

      Agradeço-lhe também a leitura da Coroa a quatro mãos e asseguro-lhe que farei chegar as suas palavras ao nosso amigo comum, Joaquim Sustelo.

      Fraterno abraço e votos de muita saúde .

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