CREIO NO PÃO
![]()
CREIO NO PÃO
*
Pode o diabo ter-me até estendido
O pão amanhecido que mordeu
Mas, quanto ao resto, ter-vos-á mentido
Pois quem o amassou fui eu, só eu!
*
Se o diabo ficar aborrecido
Por ver-se despojado de um troféu,
Viro-lhe as costas, vou noutro sentido
E amasso um pão que seja mesmo meu.
*
A massa deste pão, quão mais cozia
Mais dourava, crescia e rescendia
Às ervas bravas da planura mansa.
*
Nenhum demo este pão cobiçaria
Porque leveda nele a poesia
De alguém que em tempos idos foi criança.
*
Maria João Brito de Sousa - 25.06.2020 - 21.00h
Belo soneto! Que Deus ainda mais te ilumine poetisa, nesse tempo de pandemia! E que te inspire mais versos para enriquecer a vossa academia.
ResponderEliminarDesse pão que nos vem toda a emoção
Pelo estro da poetisa de renome,
Em versos que conforta o coração,
Ao nos falar do pão que mata a fome.
António Ferreira,
Belém - Pará - BRASIL
Muito obrigada pela leitura, pelas palavras amigas e pela belíssima quadra que aqui me deixou, poeta amigo António Ferreira!
Eliminar"Ao nos falar do pão que mata a fome"
Mata essa imensa fome de igualdade
Que é massa de outro pão que a gente come
Se a fome nos aperta de verdade.
Forte abraço poético
Belo soneto! Que Deus ainda mais te ilumine poetisa, nesse tempo de pandemia! E que te inspire mais versos para enriquecer a vossa academia.
ResponderEliminarDesse pão que nos vem toda a emoção
Pelo estro da poetisa de renome,
Em poema a confortar o coração
A nos falar do pão que mata a fome.
António Ferreira,
Belém - Pará - BRASIL
Bonito sorriso feliz
ResponderEliminarBeijinhos e um belo fim de Semana MJ
Obrigada, Anjo
EliminarQue tenhas um inesquecível fim-de-semana!
Beijinhos