ESTRANHAS VOLTAS DA VIDA
ESTRANHAS VOLTAS DA VIDA
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(Soneto em verso alexandrino)
*
"E entardeço na luz que me vem do carinho"
Desmaio sob o sol erguendo-me a seguir,
Cubro os passos que dei de mel e rosmaninho
E expando-me depois, mas sem de mim sair.
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Sempre que um passo dou, desconstruo o caminho
Mas dou um passo atrás para o reconstruir
Que isto de ser-se só, de se escrever sozinho
Ganha pernas pr`andar se se souber fruir.
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Entre uma volta e outra há passos não perdidos
Enquanto os dias são contados ou medidos
Até que finde o tempo o espaço a caminhada.
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Vai sendo muito longa a minha curta estrada
Por três vezes cortada em todos os sentidos;
Pra retomá-la dei três passos revertidos.
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Maria João Brito de Sousa - 12.06.2020 - 11.59h
NOTA - Soneto criado a partir de um verso alexandrino de MEA (Maria da Encarnação Alexandre)
Foi-me impossível fazer download de imagem
Bom fim de Semana MJ
ResponderEliminarque a inspiração
essa
sempre em dia e paixão
Beijinhos
Desculpa, Anjo!
EliminarCreio que ainda te não respondi Cada vez vejo pior e escapam-me muitas notificações na caixa de correio...
Obrigada, beijinhos e bom fim-de-semana
Teu soneto devia integrar o prefácio
ResponderEliminarde um livro
conhecido
que começa assim:
«Quando se trava uma luta prolongada, tenaz e apaixonada começam a delinear-se, geralmente ao fim de certo tempo, os pontos de divergência centrais, essenciais, de cuja solução depende o resultado definitivo da campanha, e em comparação com os quais os episódios menores e insignificantes da luta passam cada vez mais para segundo plano...»
EliminarSei bem que deveria, mas não estou a conseguir identificar a obra.... e, no entanto, essas palavras bem poderiam ser a perfeita descrição daquilo que tem sido a minha vida nas últimas décadas.Melhor dizendo, a minha e a de tantos outros seres humanos sobre o planeta...
Abraço, Rogério!