GARANTO QUE CRESCI

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GARANTO QUE CRESCI


 


(Soneto em verso alexandrino)


*


 


Perdidamente amei, perdidamente cri


Naquilo que perdi do tanto que encontrei


E evoco o que não sei se vi ou se não vi


Até que encontre aqui quanto aqui procurei.


*


 


Tentando honrar a lei que não reconheci,


Jamais lhe resisti, jamais a confrontei,


Mas se pouco lhe dei, bem menos lhe pedi


E se acaso menti, a mim me castiguei.


*


Amo o chão que pisei, a terra onde nasci,


A chama em que aqueci os sonhos que engendrei


E as cerdas que entrancei nas cordas que teci.


*


Dos versos que escandi às telas que pintei,


Do quanto gargalhei às mágoas que engoli,


Garanto que cresci... e juro que gostei!


*


 


Maria João Brito de Sousa – 13.06.2020 – 17.39h


 


 

Comentários

  1. Maria Elvira Carvalho13 de junho de 2020 às 19:45

    Um belíssimo soneto, Maria João.
    Abraço, saúde e bom fim de semana

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    Respostas
    1. Muito obrigada, Elvira!

      Forte abraço e votos de um bom fim-de-semana com muita saúde!

      Eliminar

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