A VELA AROMÁTICA

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A VELA AROMÁTICA


*


 


Da Madona Sistina à minha sala,


De Rafael até à poesia


Vêm os anjos de que faço gala


Mostrar-lhe nesta vela que alumia
*



E que um perfume delicado exala


Deixando a sala inteira em harmonia


Com a alegria desta que a não cala


Quando em soneto expressa essa alegria.
*



Ei-la aqui, luminosa e rescendente


Enquanto cada anjinho, paciente,


Nos olhos guarda décadas sem fim.
*



Por esse olhar os séculos passaram


E nem por um segundo dormitaram


Os anjos das asinhas de cetim.
*


 


 


Maria João Brito de Sousa - 21.07.2020 - 23.48


À Janita

Comentários

  1. Isto sim que é versar
    tal varinha de condão MJ

    Bom dia de calor
    que até vai estalar, o estupor
    Beijinhos

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    1. Eh lá! O calor que estale sozinho! Vê lá não te estale a ti, que ontem quase estalou comigo e olha que eu até gosto do calorzinho... a minha maquineta é que não gosta lá muito...ia-me dando um fanico...

      Beijinhos

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  2. E assim, fica a Janita pequenina
    quando tão preciosa dádiva recebe
    em transe, ao ver a aromática velinha
    e os dois anjinhos num Soneto leve...

    Muito, muito Obrigada, querida Poetisa.

    Vou levar tão bela oferenda e, um dia destes, partilhar com os meus amigos.

    Um grande e comovido Beijinho.

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    1. Foi com muito prazer que o escrevi... e até consegui fotografar a velinha com a Webcam, que o meu telemóvel é uma daquelas caixinhas pretas do tempo dos Flinstones e só serve para falar, rsrsrs... ou para pedir socorro, quando é caso disso

      Um grande beijinho, Janita!

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  3. Brancas nuvens negras22 de julho de 2020 às 12:17

    E assim se faz um poema a partir da coisa mais simples. É o talento.
    L

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    1. Obrigada, L.

      Sim, não duvido que o talento seja muito importante, mas - passe o chavão... - se não houver muito, mesmo muito trabalhinho, não se faz nada... bem, e eu na realidade, pouco mais faço do que escrever... e cada vez mais penosamente por causa da porcaria das cataratas (perdoe-me a vulgaridade do desabafo)

      Abraço

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  4. Passei lá no cantinho da Janita, e agora aqui no seu cantinho.
    Como dizes, escrever também requer "um trabalhinho"; no diminutivo, tal como o escreveste, mas não é bem assim. Às vezes, se transpira muito!
    Gostei do soneto dedicado. Trabalhas bem as palavras com o suor do seu rosto, ainda que a catarata atrapalhe, risos!
    Um abraço,

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    Respostas
    1. Rsrsrsrs... por vezes assim é, caro Anónimo; já conto com mais de treze anos de trabalho em torno do soneto e continuo a aprender um pouco mais a cada dia que passa... ainda que as cataratas atrapalhem mesmo muito.

      Abraço

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  5. Voltei e me descobri Anônimo. Estranhei este "codinome", mas gostei. Não sei se vou adotá-lo. Confesso, gostei desta brincadeira do Google, risos!
    Um abraço,

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    Respostas
    1. Esta brincadeira não é do Google, é do Sapo, rsrsrs...

      Escapou a uma brincadeira muito MINHA; quando ainda tinha olhos para andar a brincar com as configurações, substituí a palavra Anónimo por "Demasiado Tímido"

      Depois o Template ficou desactualizado, vi-me obrigada a substituí-lo e o Demasiado Tímido desapareceu com o antigo Template...

      Abraço

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