DE ARMAS E BAGAGENS

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 DE ARMAS E BAGAGENS
*


 


Pr`aqui me mudo de armas e bagagens;


Quinhentos anos de caminho errado


Perfazem-me o tristíssimo legado


Do quase nada achado entre miragens.
*


 


Aqui, solto o meu verso, esculpo imagens,


Dignifico o soneto harmonizado


E, em mim, descubro o barco naufragado


Que, do naufrágio, tirou mil vantagens;


*


 


Grávidos, os porões, de mil mensagens,


Descubro-lhes, por fim, o cadeado


E a Chave bem complexa nas clivagens
*


 


Dos dentes. Tudo fora conservado


Pelo sal, apesar das duras viagens


Que esta tola enfrentou no seu passado.
*


 



Maria João Brito de Sousa - 27.07.2020 - 14.23h


 


 


 


 


 

Comentários

  1. E assim de versar
    até consigo vislumbrar
    "alguém" que sabe Poetar

    Bela tarde, noite agradável
    Beijinhos
    e essa pressão a 12,6 - 6,3 é que é boa

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Obrigada, Anjo

      Não te vou desmentir, rsrsrs... se há alguma coisa que eu sei mesmo fazer, é poetar
      A minha tensão arterial não é essa... ou quase nunca o é, rsrsrsrs; sou hipertensa há muitos, muitos anos, mas... de vez em quando a TA tem um fanico e vem por aí abaixo...

      Beijinhos

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  2. Brancas nuvens negras28 de julho de 2020 às 11:26

    Este poema é o que se pode chamar (se não levar a mal) uma "biografia repentina". Mas gostei, como sempre, admiro a construção do poema.
    L

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    Respostas
    1. De forma nenhuma,lho levaria a mal, L.! Creio que foi exactamente isso o que, nesse momento me ocorreu: uma auto-biografia truncada (pela falta de "espaço") e repentina

      Abraço

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  3. Uma excelente coroa, que vim reler aqui.
    Parabéns à Helena e a si querida Maria João.
    Beijinho muito grande

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    Respostas
    1. Muito obrigada pelo que me cabe deste trabalho a quatro mãos, querida São!

      Beijinho muito grande

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