AZUIS

AZUIS
*
Quando a manhã nos nasce abençoada,
Plasmada neste azul reconfortante,
Faz-nos sentir nos braços de um amante
Que nos veio abraçar de madrugada
*
Se deste tanto não levamos nada
Que do nada renasça a cada instante
Este azul luminoso e radiante
Quase irreal, quase coisa ideada...
*
Mas faltam-me palavras. Mais não tenho
Do que isto que me incita a só sentir,
Calando o azul profundo em que me embrenho
*
E que não sei nem quero descobrir
Porque em azuis me elevo e me despenho
Até que o queira ou possa desmentir.
*
Maria João Brito de Sousa - 13.08.2020 - 14.14h
Aqui está um belo soneto cheio de esperança.
ResponderEliminarMas, nesse azul do céu, vejo nuvens brancas
Fosse ele apenas azul, sem manchas, sem sombras
Não seria o céu que a abraçou de madrugada
e lhe trouxe a inspiração, com tanto de louca,
como de abençoada ou será apaixonada?
Ahahahahahaha
Beijinhos, Maria João.
Na "mouche", Janita! Eu bem tentei trazer aqui o azul que estava a visualizar naquele instante, mas dizem-me que a minha conta Meo Cloud não está configurada e eu, com estes olhos encataratados, não me aventuro a tentar configurar coisa nenhuma... tive de ir buscar uma imagem com predominância de azul que já estava nos arquivos deste computador. Mas não este o azul que eu estava a "sentir"...
EliminarEstou sempre apaixonada pela poesia, sobretudo pela boa poesia metrificada, bem como pela vida
Umas vezes mais dominada por essa paixão, outras pela paixão de ir podendo desvendar alguns "mistérios" da vida, mas ... apaixonada, estou sempre
Beijinhos, Janita
Bonito poema ... com nuvens, gostei muito.
ResponderEliminarBoa tarde
Obrigada, L.
EliminarNeste caso, tanto as nuvens quanto as pombas chegaram acidentalmente. Foi apenas um instante de contemplação de um azul profundo que me levou a escrever este soneto. Foi apenas uma forma de prolongar um "agora" e de tentar expressá-lo e partilhá-lo...
Abraço
Um céu azul numa manhã cheia de sol, só pode dar um maravilhoso soneto, como este.
ResponderEliminarBeijinho muito grande, minha amiga
Ontem pela manhãzinha, o céu estava mesmo de um azul esplendoroso, MEA!
EliminarBjo gde
«Quando a manhã nos nasce abençoada,
ResponderEliminarPlasmada neste azul reconfortante,
Faz-nos sentir nos braços de um amante
Que nos veio abraçar de madrugada»
Que assim seja
se não já
muito em breve
Muito, muito em breve, sim, Rogério! Neste momento, creio que não te poderia desejar nada melhor!
EliminarAbraço!
Um belo soneto repleto de musicalidade.
ResponderEliminarAbraço poético.
Juvenal Nunes
Muito grata pelas suas palavras, Juvenal Nunes.
EliminarAbraço poético
E em tons de Azul
ResponderEliminarbom fim de Semana
e uma bela tarde de Sol MJ
Obrigada, Anjo!
EliminarBom Domingo que o sol, por aqui, está a querer esconder-se...
Beijinhos
"Sputnik V"
ResponderEliminarSai um morto pra Covid
Aqui do nosso hospital
E que ninguém duvide
Este estava mesmo mal
Não seria de Caparide
Muito menos do Torroal
Enquanto não se decide
Segue estatística informal
Da Rússia vem a vacina
Produzida com preceito
Putin assim anuncia
Mas ainda pequenina
Pode sair com defeito
É o início da pandemia.
Prof Eta
"Início da pandemia"
EliminarNão será, exactamente,
Mas talvez outra semente
Que mais mal que bem faria...
*
Da Rússia ou da Trafaria,
Tanto me dá; simplesmente
Surgiu tão rapidamente
Que eu muito duvidaria
*
Duma eficácia real
Sem danos colaterais...
Mas não me leve isto a mal,
*
Não me baseio em "sinais",
Só do bom senso geral
Retirei conclusões tais.
*
Maria João
Bom dia, Poeta
Peço desculpa pelo atraso . Um abcesso dentário - daqueles à antiga... - tem estado a dar-me conta do juízo e da Musa.
Não seria necessário que a OMS se pronunciasse contra. Conheço o suficiente sobre os protocolos mínimos relativos às vacinas para franzir o nariz a qualquer uma que apareça antes do tempo - largo! - que deve ser exigido a uma vacina antes de começar a ser aplicada maciçamente, venha ela de onde vier.
Pasteur, Calmette e Guérin, viveram noutros tempos e, ainda assim, tanto o soro anti-rábico quanto a BCG foram submetidos a longos estudos, nunca tendo sido o primeiro aplicado senão em situações pontuais, dado que não se trata de uma vacina e sim de um tratamento que só é eficaz quando administrado antes do aparecimento dos primeiros sintomas da "rabies".
Forte abraço!
Maria João
ResponderEliminareste seu soneto vou comentar com um poema meu muito antigo
--.-.-.-
Ao longe os azuis,
como se fossem segredos destapados,
na amplitude do olhar,
que se queria tresmalhado nos trilhos das águas.
Este corpo oblíquo sobre o mar e
sobre a areia cálida,
a retalhar a pele seca e carente,
moribunda, e de saudade entranhada,
sequiosa de terra orvalhada.
E os azuis tão perto e tão aquém,
que já nem a vista consegue manter.
.
© Piedade Araújo Sol
2013-07-30
Desculpe mas é que gostei tanto que me lembrei de comentar assim
beijinhos
Piedade Araújo Sol
E EU AGRADEÇO-LHE MUITO POR VER QUE JUNTOU OS SEUS LINDÍSSIMOS AZUIS AO MEU MOMENTO DE CONTEMPLAÇÃO DE UM PEDACINHO DE CÉU AZUL , PIEDADE! MUITO OBRIGADA!
EliminarPERDOE-ME AS MAIÚSCULAS MAS UMA GRANDE E INOPORTUNA INFECÇÃO DENTÁRIA PARECE ESTAR A CONTRIBUIR PARA DIMINUIR AINDA MAIS A MINHA JÁ REDUZIDÍSSIMA ACUIDADE VISUAL.
BEIJINHOS