QUE JAMAIS PRINCIPIA E NUNCA ALCANÇA O FUNDO
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JAMAIS PRINCIPIA E NUNCA ALCANÇA O FUNDO
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(em verso alexandrino)
*
Baixei-me pr`apanhar um dia que perdi,
Mas nem sequer o vi... mudara de lugar
Ou fui eu que, ao passar, no tempo me movi
E, andando, me esqueci de no espaço o gravar.
*
Não me volto a baixar! Do tempo desisti...
Ou desse que perdi e nunca irá voltar;
Outro caminha a par de quanto faça aqui
E, se bem entendi, nada o fará parar,
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Nem quem o procurar, nem mesmo a poesia
Jamais conseguiria atrasá-lo um segundo,
Que assim se move o mundo em mist´riosa via
*
Sem cuidar de alforria. É como um mar, rotundo,
Imparável, fecundo, isento de avaria,
Que jamais principia e nunca alcança o fundo.
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Maria João Brito de Sousa - 02.08.2020 -21.15h
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Imagem retirada daqui
Todos temos perdido muitos dias e não os encontramos nos "perdidos e achados"
ResponderEliminarUma Noite descansada
L
Obrigada, L.
EliminarTenho sempre a sensação de "agarrar" os dias quando consigo escrever um bom poema, mas não considero que todos os meus poemas sejam muito bons. Pelo menos, não tão bons que me consigam oferecer essa ilusória sensação...
Abraço
Boa Semana
ResponderEliminarbom dia bom dia
e bom dia com alegria
Beijinhos
Bom dia e boa semana para ti, Anjo
EliminarBeijinhos