QUE CASTIGO!

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QUE CASTIGO!
*



Se me desdizes, não te contradigo...


Cada qual tem a sua opinião


Mas se eu entendo que tenho razão,


Não deixa essa razão de estar comigo...
*


 


Vês segurança onde destrinço perigo?


Avisar-te é a minha obrigação,


Mas se onde digo sim, tu dizes não,


Respeito e não discuto mais contigo.
*


 


Não me assistem vaidade e presunção,


Só me assiste a amizade e não te obrigo


A partilhar da minha convicção.
*


 


Não me imponhas a tua. Não consigo


Mentir para evitar a discussão,


Nem fingir que concordo. Que castigo!
*


 


 


 


Maria João Brito de Sousa - 23.09.2020 - 13.39h


 


 

Comentários

  1. Que poema tão adequado ao dia a dia de alguns de nós. Gostei muito. Obrigado.
    L
    Brancas Nuvens Negras

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    1. Obrigada, L.

      Sinceramente, não creio que este soneto tenha grande qualidade poética, embora esteja perfeito do ponto de vista métrico/musical... deixei-lhe uma tag; "poemas de trazer por casa"...

      Escrevi-o por escrever. Ou melhor, escrevi-o para não ficar mais uma vez sem publicar nada. Mas é exactamente assim que penso e me vou conduzindo por entre os amigos virtuais que só virtualmente conheço. Vez por outra, também me comporto assim na esplanada do cafezinho, aqui, a 5 ou 10 metros de minha casa.
      Esse vai sendo o único local aonde consigo chegar apenas com o auxílio da minha bengalita...

      Abraço

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  2. Eu concordo com a sua maneira de pensar.
    Também penso assim.
    E acho que o soneto está muito bom.
    beijinhos
    Piedade Sol
    http://olharemtonsdemaresia.blogspot.com/

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  3. hé hé hé
    e mai nada
    que com humor
    se leva o caminho sem dor

    Vejo que tudo vai bem

    Beijinhos e cuidado com o friozito húmido MJ

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    Respostas
    1. Olá, Anjo!

      Sabes aquele velho ditado que reza que "quem vê caras não vê corações"? Pois vou mudá-lo! Digo que quem lê poemas não vê disfunções cardíacas... rsrsrs

      Mas estou viva, o que já não é mesmo nada mau

      Obrigada e beijinhos

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  4. Não li o que respondeste ao Sr. Nuvem
    Contudo,
    Minto para evitar a discussão

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    1. Bem, Rogério, não te vou jurar que isso me não tenha acontecido muito pontualmente... mas, de uma maneira geral, calo-me antes de mentir. Outras vezes calo-me por perceber que a discussão seria inútil e outras ainda por já não ter olhos nem forças para argumentações que poderiam encher páginas de livros ou por intuir que poderia vir a magoar alguém.

      Curiosamente, houve quem tomasse este soneto por um recado dirigido a alguém... e não o é! É apenas uma síntese (todos os sonetos são, afinal, sínteses...) da minha forma de estar "online", comunicando com pessoas que nunca vi ou penso nunca ter visto, mas às quais me vou afeiçoando.

      Abraço

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  5. Em vez de "Castigo", eu chamar-lhe-ia: 'Sinceridade tranquila' ( ou seria 'Tranquilidade sincera'?) e o Humor ajuda muito às emoções que podem querer 'desestabilizar', né?
    A Vida mostra-se nestes pequenos GRANDES nadas em que se procura a SERenidade de SER!
    Beijo em Harmonia, Amiga Maria João

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    1. É tanto Sinceridade Tranquila quanto Tranquilidade Sincera, Lena B.

      Curiosamente, houve quem o tomasse por um recado pessoal, com remetente certo... mas não o é de forma alguma. Foi-me saindo assim, em monólogo cá com os meus botões e publiquei-o porque reflecte muito bem a minha forma de estar online...

      Obrigada e um grande beijinho em Harmonia

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