A "SOIRÉE"

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A "SOIRÉE"
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Não tenho tempo para não ter tempo
Que enquanto crio o tempo cristaliza
E o ponteiro das horas mal desliza
No eterno mostrador do pensamento.
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Desse não-tempo retiro o sustento
E dessa ausência estática, concisa,
Ressurge a musa etérea, essa indecisa
Que viaja em rajadas, como o vento.
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Outro cenário emerge. O novo palco,
Que afinal é o mesmo... ou já não é?,
Faz-se expressão de um mundo que decalco
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De um sargaço ao sabor de uma maré;
Talvez seja outra onda o que recalco
Enquanto o mar encena esta "soirée".
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Maria João Brito de Sousa - 09.10.2020 - 18.24h
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Soneto inspirado numa crónica/poética de MEA (Maria da Encarnação Alexandre)
quanta beleza nestas descrições, nestes cenários! Gosto muito da relação com o tempo e o mar muito inspirador! Beijinhos, dia muito risonho minha amiga querida 🌷🍀🌼😘
ResponderEliminarMuito obrigada, Sandra!
EliminarOntem li muito e escrevi muito, fiquei com os olhos feitos num oito de tanto teimar em ver através das cataratas...
Hoje vou tentar descansar um pouco, usando esta maquineta como rádio ou fazendo dela o televisor que não tenho...
Beijinhos e um dia muito feliz!
Muito bonito este poema. Acho que a Musa, que a Maria João tanto procura, afinal vive aí consigo.
ResponderEliminarUm abraço
L
Muito obrigada, L.
EliminarEm parte tem razão, mas a minha musa é tão lábil quanto eu sou estável e teima em fugir sempre que me sente mais fragilizada...
Creio que fiz dela o meu alter-ego
Um abraço