UM POENTE DIFERENTE, À BEIRA-TEJO - Cavalo desenhado a ferro e fogo
Quis falar do Mondego e, na verdade, É desta foz do Tejo que vos falo, E cresce cá por dentro a voz que calo Pr`a conter as saudades sem saudade. Solta-se o sonho oblíquo à claridade E a linha de horizonte é um cavalo Que não sei se lá está, se imaginá-lo É mera ilusão de óptica, ou vontade, Pois galopa um poente à beira Tejo Rumo a estranhas lonjuras que nem vejo Por estarem tão além do meu futuro Que, do que vi, me sobra o claro espanto De um cavalo-solar que aqui levanto Rasgando, a ferro e fogo, um céu já escuro. Maria João Brito de Sousa – 01.11.2011 – 16.00h

Bonito poema com inspiração que vem do passado e não foi esquecida. Obrigado e bom domingo.
ResponderEliminarL
Muito obrigada, L. :)
EliminarBom Domingo e um forte abraço
Mais um daqueles momentos que nos fazes pensar... mais um desafio, saber porque é que a ilusão nos ilude... e magoa. Um grande abraço cheio de respeito e amizade desta tua sempre amiga 🙏🌼❤🍀
ResponderEliminarMuito obrigada, Sandra
EliminarO verso/mote inicial foi-nos dado pelo poeta Joaquim Marques, limitei-me a transformá-lo num pequenino poema usando o mote sequencialmente, nas quatro quadras que o compõem.
Beijinho grande
Tou a ir
ResponderEliminarmas esse quadro de harmonia
faz-me lembrar alguém
ãhhh?... a tela é de minha autoria, sim, Anjo!
EliminarAté já!
Belo poema, suspenso no seu jogo de palavras dançantes!
ResponderEliminar(Comentei eu por lá...)
Agora aprecio também o traço da artista.
Bj
Muito obrigada, Ana!
EliminarVou agora até lá