LANTERNA QUE ILUMINA

lanterna-acesa-na-doca-no-lago-dos-bosques-ontario


LANTERNA QUE ILUMINA


*



Conceitos nossos, os de bem e mal,


Tão naturais quanto água cristalina


E tão inevitáveis quanto o sal


Da rocha que no mar o dissemina.
*


 


Nossos porque nos é fundamental


Explicar espantos que a vida determina


Desde o tempo remoto e ancestral


Em que o medo nasceu. Quem o domina?
*


 


Demos e deuses no mesmo bornal;


Era a razão ainda uma menina


Que a cada descoberta acidental
*


 


Crescia no saber. Esmorece a sina


Na explicação do mundo e do real;


A razão é lanterna que ilumina!
*


 



Maria João Brito de Sousa - 14.10.2020 - 15.38h
*


 

Comentários

  1. Brancas nuvens negras15 de outubro de 2020 às 12:42

    Belo poema, sempre com mensagem. Gosto.
    Até logo.

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Obrigada, L.

      Penso que, neste soneto, a mensagem seja tão clara quanto a tal água cristalina
      o que de forma nenhuma me transforma numa criatura insensível; bem pelo contrário!

      Abraço e até logo

      Eliminar
  2. O sentimento sempre impera nos teus poemas minha amiga querida sempre ficamos a pensar no que tão bem escreves! Beijinhos, tarde muito feliz 🙏🌷🌼❤

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Muito obrigada, Sandra!

      Eu não penso, nem sinto, que a racionalidade seja inimiga do sentimento. Apenas acredito que nos pode auxiliar muitíssimo na gestão das situações mais difíceis... não fosse ela e há muito que, com as limitações que tenho, me teria despenhado emocionalmente. Com ela, despenho-me na escrita, vez por outra

      Beijinhos e uma tarde muito feliz

      Eliminar
  3. Tal a vida que é uma aventura
    assim somos nós
    enquanto dura

    Boa análise como sempre MJ, Beijinhos
    e cuidado com os friozitos
    correntes de ar também
    que nos põem aflitos

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Já estou meia constipada, Anjo, que o problema que eu tenho é congénito e funciona como as peças de um dominó; quando cai uma, as outras vão atrás...

      Obrigada e beijinhos

      Eliminar
    2. Com calma e sossego
      não há morcego
      que nos perturbe

      Eliminar
  4. A razão, por si só, não é suficiente, mas é necessária para que possamos aproveitar a lanterna que ilumina o nosso caminho.
    Excelente poema. Parabéns pelo talento.
    Continuação de boa semana, querida amiga Maria João.
    Beijo.

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Muito obrigada, Jaime.

      A razão é inseparável da emoção, sem sombra de dúvida, mas no conturbadíssimo momento histórico que vivemos, precisamos dela mais do que nunca.

      Forte abraço!

      Eliminar
  5. "A razão é lanterna que ilumina!"

    E que a nossa não se extinga!
    Está tudo
    a ficar tão escuro
    minha querida amiga!

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Bem sei, Rogério, bem sei...

      Mantenhamos a nossa lanterna bem erguida, meu amigo!

      Abraço!

      Eliminar

Enviar um comentário

Mensagens populares deste blogue

UM VOO DE PARDAL - Soneto muito ligeiro, dedicado à Ligeirinha

RAZÕES PARA TODAS AS MÃOS DESTE MUNDO - Sonetilho imperfeito

OBRIGADA!