LIVR(O)MENTE

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LIVR(O)MENTE
*


 



Limpos e arrumados nas estantes


Estão os livros que li. Outros, por ler,


Virão mais tarde, quando eu possa ver


Tanto ou melhor do que o que via dantes.
*


 


Nem todos estão de mim equidistantes,


Nem todos por igual pude acolher,


Que a minha mente soube bem escolher


Os seus dilectos e os seus amantes.
*


 


Não morreram, nem estão ao abandono


E embora muitos já nem tenham dono,


Todos revivem no que agora escrevo
*


 


Pois devorados em noites sem sono


São, hoje, os companheiros deste outono


Ao qual devolvo o tanto que lhes devo.
*


 



Maria João Brito de Sousa - 17.10.2020 - 12.38h


*


 


Soneto criado para um desafio no site Horizontes da Poesia

Comentários

  1. Como te compreendo tão bem minha amiga querida tenho um tremendo amor pelos livros, pela leitura! Achei maravilhosa esta tua homenagem só tu mesmo querida Maria para escrever assim com este dom tão grande! Mil beijinhos a ti e dia muito feliz minha querida 🙏🌼🌷❤

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    1. Muito obrigada, Sandra

      Na verdade, muitos dos livros que li foram emprestados e nunca mais os voltei a ver, outros perderam o rumo ou perderam-se por falta de espaço para guardar, num simples T1, aquilo que literalmente enchia três casas de seis assoalhadas. Mas o que li, li, e de alguma forma enriqueceu um pouco/muito o que vai sobrando de mim. Agora já não consigo ler em suporte de papel, mas espero que isso ainda se possa vir a remediar.

      Beijinhos e que tenhas um dia muito feliz

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  2. Maria João
    Gostei muito do soneto e da foto.
    Os livros são os nossos melhores amigos.
    E eu falo por mim, já li tanto e por vezes penso!
    Ainda ma faltam tantos livros por ler.
    bom domingo e beijinhos
    Piedade Sol
    http://olharemtonsdemaresia.blogspot.com/

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    Respostas
    1. Muito obrigada, Piedade!

      Desde muito menina que a minha sede de leitura só conseguia ser ultrapassada pela minha imensa necessidade de criar.

      Bom Domingo e um grande beijinho

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  3. Maria Elvira Carvalho18 de outubro de 2020 às 14:58

    Também já li muito na vida. Uns muito bons outros nem tanto, que algumas vezes fui enganada por um titulo sugestivo que nem sempre fazia jus às obra.
    Atualmente tenho mais de vinte livros a aguardar melhores dias para os meus olhos.
    Gostei muito do soneto.
    Abraço e saúde.

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    1. Muito obrigada, Elvira.

      Ainda consigo ler uns paragrafozinhos em suporte de papel, mas só com a lupa. A velocidade de leitura diminui, e a escrita perde grande parte do seu sabor.

      Aguardemos, ambas, melhores dias.

      Abraço e muita saúde

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  4. Brancas nuvens negras18 de outubro de 2020 às 17:10

    Um soneto que diz tudo o que muitos de nós quereriam dizer. Os que lêem este seu poema identificam-se imediatamente com as suas palavras.
    Um abraço
    L

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    1. Muito obrigada, L.

      Ainda bem que assim é Os livros enriquecem-nos muitíssimo enquanto seres humanos.

      Abraço

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  5. Boas leituras
    boa semana, bom dia
    que o que li é beleza
    de Poeta inspirada com certeza

    Beijinhos e um belo dia com alegria MJ

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  6. BRILHANTE, minha Querida!
    Manifestação perfeita da simplicidade na Verdade! É o teu ADN manifestado! E tão aconchegada à perfeição!!!
    Muito grata por tudo, minha Amiga!
    Beijo grande em livro aberto!

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    Respostas
    1. Obrigada, Lena B.!

      A verdade é que eu também aprendo enquanto vou escrevendo, não é só lendo que se aprende, porque o soneto me conduz/propícia uma interioridade/profundidade à qual dificilmente chego quando não escrevo.

      Beijo grande em livro aberto

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