POR ENTRE OS DEDOS

POR ENTRE OS DEDOS
*
Por entre os dedos se te escapa a luz
Que não assumas como espaço e tempo;
Desprezados razão e pensamento,
Até a fantasia se traduz
*
Naquilo que a ti próprio te reduz
Em força e garra, em graça e em talento;
Se àquilo em que acredito fujo, ou tento,
De mim me perco e do que a mão produz.
*
Por entre os dedos se me vai escapando
Aquilo a que não chego, é bem verdade,
E até a vida que nunca sei quando,
*
Ditará estar perdida a validade
Dos mesmos dedos que hoje estão grafando
Isto que penso e sinto ser verdade.
*
Maria João Brito de Sousa - 18.10.2020 - 13.34h
Gostei muito deste seu poema especialmente destes versos
ResponderEliminar"Se àquilo em que acredito fujo, ou tento,
De mim me perco e nego o que sustento."
Inspirador este poema.
Obrigado
L
Muito grata, L.
EliminarForte abraço
O importante mesmo minha amiga querida é pensar e sentir a verdade! Mais um poema deslumbrante beijinhos, boa noite amiga 🙏🌼🌷❤
ResponderEliminarDizer-se o que se sente e pensa não é uma coisa tão fácil nem tão isenta de perigos quanto possa parecer, Sandra... mas, sim, é importante, desde que não façamos da nossa verdade um mero capricho.
EliminarUm bom e feliz dia para ti
E de assim mais ser
ResponderEliminarque se pode dizer
as palavras fluem como areia
e o tempo é curto no viver
Beijinhos e um belo dia com alegria e inspiração
pois choveu
e o Sol desapareceu
Obrigada, Anjo!
EliminarChoveu e chove ainda a bom chover!
Por enquanto, vou conseguindo transformar em soneto tudo quanto sinto no corpo e na mente
Beijinhos