CAMINHO ACIDENTADO

CAMINHO ACIDENTADO
*
O sol bebi em tragos. E vivi!
Corri da Primavera ao V`rão da vida;
Explorando o dia, à noite me perdi,
E deste Outono não sei se há saída.
*
Aguardo o duro Inverno. Por aqui
Resistirei, sem data de partida;
Das primaveras nunca me esqueci
E aos invernos venci, mesmo transida.
*
Quatro vezes, me dizem, já morri,
Mas só duas recordo. Se inquirida,
Direi que não fui eu que assim escolhi,
*
Que aconteceu ser eu que fui escolhida;
Só sei o que é partir, porque parti,
Se bem que ingloriamente renascida.
*
Maria João Brito de Sousa - 11.11.2020 - 14.16h
"Se bem que ingloriamente renascida,
ResponderEliminarVoltaste ao meio, já eternizada
Qual poetisa que nessa jornada
Tão revivida gerarás mais vida
À vida vivenciada que à partida
Levaste, gloriosa e entronizada
A láurea de uma arte que há em cada
Verso composto em tua doce lida.
Hoje de ti, és a ressurreição
Dos teus poemas em que ora são
Novos acordes do antigo sonho
Hoje, ecoado em ti, musa e poetisa!
És tempestade e és a branda brisa!
És um céu de tormenta e és céu risonho!
Abraço cordial! Laerte.
Muito obrigada por mais este excelente soneto, Laerte.
EliminarHoje não lhe darei seguimento porque estou com a caixa de correio electrónico muito cheia de mails e notificações e também porque estou a aguardar a chegada da equipa de enfermagem para uma consulta domiciliária.
Fraterno abraço!
Querida amiga, é um prazer enorme ler teus versos maravilhosos e na minha pequenez de engenheiro construtor de versos, segundo crítica literária ou versejador, como me julgo, procuro, a partir de teu texto, fazer um arremedo pérfido, feito um chupim a pôr meus ovos em ninho alheio. Querida, espero não ser barrado ao teu juízo, visto que me tens sido tão condescendente. Estou apaixonado por teus versos! Estou preocupado com suposta moléstia de que estar, possas, acometida... Abraço fraterno! Saúde, paz e muitíssimo amor! Laerte.
EliminarNão se preocupe, Laerte. Estou realmente fisicamente muito doente e neste preciso momento aguardo a chegada da equipa de enfermagem que me acompanha em consulta domiciliária, mas fico contente por saber que também se deixa apaixonar pelo soneto, tal como eu.
EliminarNem sempre tenho disponibilidade para estar muito tempo ao computador, mas gostei muitíssimo dos seus sonetos.
Tentei enviar-lhe um e-mail de teste, mas veio devolvido pelo "Mailer Daemon" como endereço desconhecido. Ter-se-á enganado no endereço que me enviou?
Abraço fraterno
Meu Deus, custo crer que errei endereço! Para segurança encaminharei dois - o do blog, pseudônimo e o particular: silolirico@gmail.com e o e-mail pessoal laerte.silvio.tavares@gmail.com Abraço amigo! Laerte.
EliminarSoneto à tua dimensão
ResponderEliminarMas...
Só sabes o que é partir, porque partiste
diria que
Só sabes o que é estar, porque ficaste
Obrigada, Rogério!
EliminarSim, ambas as situações conheço por experiência própria.
Forte abraço
Partiste
ResponderEliminarmas regressaste
vivinha da silva hé hé hé
Beijinhos e um belo dia MJ, agasalhado
Por enquanto, sim, Anjo
EliminarUm tanto ou quanto azamboada e empenada, mas vivinha da silva.
Nem me falhes em agasalhos que eu já vou parecendo uma trouxa de roupa ambulante!
Beijinhos
Há sempre caminhos acidentados.
ResponderEliminarCabe-nos torná-los o menos difíceis possível, para que possamos caminhas em qualquer estação.
Belo poema, gostei muito.
Bom resto de semana, querida amiga Maria João.
Beijo.
Que belo soneto que nos oferece a Maria João.
ResponderEliminarGostei!
Desejo que fique bem rapidamente.
Bom fim de semana.
beijinhos
Piedade Sol
:
http://olharemtonsdemaresia.blogspot.com/
Um caminho que todos faremos, dantes não pensávamos nisso, mas agora...
ResponderEliminarUm abraço
L
Amiga querida, sei que me repito, mas encanto-me sempre com a tua grandeza da alma e de sentimentos! Um abraço gigante de parabéns pela forma como escreves. Mil beijinhos 🙏🌷🌼❤
ResponderEliminarQueridos amigos e companheiros de versos,
EliminarPeço-vos desculpa, mas desde ontem à tarde que me não sinto em condições de interagir convosco. O motor central não está a mostrar-se muito colaborante e apenas me permitiu publicar a última Coroa de Sonetos que a Laurinda e eu concebemos.
Não posso dar-vos certezas, mas espero em breve poder voltar ao meu normal.
Um ENORME abraço para todos vós!