COISAS VISCERAIS

COISAS VISCERAIS
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"Ench(e) o ar de caminhos e de espaços"
De tempos e das notas musicais
Que determinam ritmos e compassos
Dos sons que crias, quando os tons não trais.
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Sejam muito abundantes, sejam escassos
Bocadinhos de espantos viscerais,
Tocam-te inteiro, tornam-se devassos,
Impõem-te pulsões, pedem-te mais,
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Mais versos, mais poemas, mais abraços,
Mais graves, sobre agudos pontuais
Que não sei traduzir senão nos traços
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Que aqui deixo ficar. São rituais
De exorcizar limites e cansaços?
Sem saber responder, escrevi demais.
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Maria João Brito de Sousa - 07.08.2020 - 15.30h
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NOTA - Soneto criado a partir do último verso do soneto
"Caminhos e Espaços" de Maria José Monteiro Reis.
Noite Estrelada - Vincent Van Gogh
Nunca escreves demais, minha amiga querida! Sabes que és uma inspiração e força para todos nós que te lemos e acompanhamos! Tens um dom tão grande quanto o teu coração e a tua alma! Um gigante abraço de amizade desejando feliz domingo, adorada amiga 🙏🌷🌼
ResponderEliminarMuito obrigada, Sandra
EliminarO meu coração, coitado, está todo estropiado, mas sei bem a que te referes
Abraço gigante também para ti!
Sem "saber responder escreves mais".
ResponderEliminarGraças a Deus que escreves o bastante
Para deleite do leitor amante
Do teu engenho e arte geniais.
Será que trazes dos teus ancestrais
Esse talento todo que garante
Versos de lustre lindo e elegante
E com mensagens sensacionais?...
És extraordinária nos poemas,
Em que trafegas por todos os temas
Com sensibilidade genial.
Sem empregar, sequer, estratagemas,
Ganhas despiques que têm por lemas
Garra e hilários ditos - Portugal!...
Feliz em te encontrar, doce Maria! Mando beijinhos respeitosos e um abraço fraterno! Laerte.
Mais uma vez lhe fico muito grata, Laerte!
EliminarAlguns talentos podem ser inatos
E quantos não serão desperdiçados,
Morrendo no silêncio porque os fados
Nunca lhes foram nem um pouco gratos?
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Facilmente nos chamam insensatos
E muitas vezes somos abordados
Por quem nos julga tolos, tresloucados,
Que confundem o sonho com os factos.
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Somos poetas, mas não somos loucos;
Lucidamente vamos navegando
Nesta barca em que muitos serão poucos
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Pra dar quanto o soneto nos vai dando
Enquanto alguns, fazendo ouvidos moucos,
Decretam que o soneto está murchando.
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Maria João Brito de Sousa - 08.11.2020
Com um forte abraço
Só me ocorre dizer que é muito bonito, este e cada um dos que leio.
ResponderEliminarObrigado
Bom Domingo, a poesia é uma companhia.
L
Muito obrigada, L.
EliminarMais do que uma companhia, a poesia é uma presença quase, quase tangível e constante
Forte abraço
E sempre com imenso prazer que leio teus sonetos, pelo menos há uns doze anos, sempre encantada com tuas partilhas. Abraço-te
ResponderEliminarJá vai para treze, amiga, eu é que nunca me lembro de assinalar os aniversários do blog...
EliminarAgradeço e também te abraço
Bom dia com alegria
ResponderEliminare boa Semana com saúde da boa
que a inspiração é reino fértil
por aqui, no bem que soa
Beijinhos
Obrigada, Anjo!
EliminarEstou para aqui em conversações com o meu médico, a ver se o restinho de saúde que me sobra não entra em greve.
Beijinhos
Sim, minha Amiga, a poesia exorciza limites e cansaços. Posso dizê-lo, eu, que em todas as circunstâncias da minha vida foi sempre a poesia que me salvou...
ResponderEliminarO seu poema é muito belo e, como já tinha dito no outro (que foi publicado anónimo) acho que tem uma forma de escrever cheia de estética e emoção.
Cuide-se bem.
Uma boa semana.
Um beijo.
Muito grata pelas suas palavras, Graça!
EliminarAo longo dos anos, tendemos a perder o espanto causado pelas coisas que nos estão tão próximas quanto os órgãos que integram o nosso corpo... e, no entanto, a poesia continua a espantar-me todos os dias...
Uma boa semana e um beijo
PS- Intuí que fosse seu, o comentário que refere, mas não podia estar segura.