CONVERSAS À JANELA - (entre sonetistas)

CONVERSAS À JANELA
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(entre sonetistas)
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Grafando letra a letra e lentamente,
Compões o teu soneto extraordinário,
Ditado por tu'alma, o santuário
Onde germina a imortal semente.
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E nesse curto espaço inconsistente,
Tu dás a dimensão de um grã-sacrário
Com a pedra angular num campanário
Tangente em vibrações que a alma sente
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Com a grandiosidade do que dizes,
Tendo a semente com suas raizes
Na alma e os sobranceiros, grandes ramos
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Nossas almas sombreiam, com matizes
Tão multi-coloridos quão felizes
Nós nos tornamos quando o escutamos!
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Laerte Tavares
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Falham-me os olhos, vão falhando os braços
E até o coração me vai falhando
Inda que sobre as teclas vá teimando
Em ser mais forte do que os meus cansaços.
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Se galopa o soneto em seus compassos,
Este, coitado, nem sequer trotando
Se soube construir. Foi-se apoucando
Na lentidão dos débeis ou madraços...
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Mas lá se construiu, pese este peso
Que o prende a tudo aquilo que eu desprezo,
Rastejando, talvez, mas não vergado
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Ao que assim o tornou fraco, indefeso;
Arriscou tudo e, enfim, chegou ileso
À praia em que julgou ter naufragado.
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Maria João Brito de Sousa - 17.11.2020 - 13.10h
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Imagem- Tela de Paul Klee
Parabéns às Sonetistas.
ResponderEliminarE votos de muita Saúde!
Muito grata, pela parte que me cabe nesta conversa entre sonetistas, Francisco. Acredito que o meu interlocutor voltará ainda hoje a este meu blog.
EliminarFraterno abraço
Gostei de ler.
ResponderEliminarAbraço e saúde.
Pela parte que me cabe, muito obrigada, Elvira.
EliminarForte abraço e muita saúde
Encantador, uma analise e exposição cheia de sentimento! Tens a poesia nas veias! mil beijinhos querida amiga e tarde tranquila 🌷🌼❤🙏
ResponderEliminarApenas um dos sonetos - o último - é de minha autoria, Sandra. Agradeço pela parte que me cabe.
EliminarMil beijinhos para ti, também
Prezada amiga Maria João Brito do Souza, surpreendido por tão honrosa atenção em postar versinhos meus em tão sublime espaço literário como este, quero externar minha mais expressa e profunda gratidão e dizer de minha humilde vaidade ter sido tocada tão indelevelmente a me pôr em dúvida se sou tão medíocre assim o quanto me imagino como versejador. Deus seja louvado! Abraço cordial! Laerte.
ResponderEliminarLaerte, é um excelente sonetista e eu fico muito contente quando encontro, por aí, um companheiro de ofício.
EliminarMuito obrigada.
Sinta-se fraternalmente abraçado
E assim
ResponderEliminaresperança renovada
também pra estes dias do nada
Um belo dia de Sol radioso MJ
Beijinhos
Dias do nada, Anjo? Pois há que transformá-los em dias cheios de vontade de não perder tudo
EliminarDesmusada, doente e muito, muito pitosga, sei que cada vez faço/transformo menos, mas espero poder vir a melhorar um pouco
Beijinhos
Dois talentos a criar versos em catadupa. Belos sonetos cujas mensagens enriquecem quem lê.
ResponderEliminarObrigado, saúde.
L
Pela parte que me cabe, muito obrigada, L.
EliminarSaúde e um forte abraço