PELO VERSO!!! - Coroa de Sonetos -

PELO VERSO!!!
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Coroa de Sonetos
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Maria João Brito de Sousa e Laurinda Rodrigues
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1
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Na arena entrei. Trago o soneto à liça
Sem um escudo, uma espada ou um tridente;
Espero um confronto, nunca uma carniça
Que fira, espanque, rasgue ou mesmo esventre.
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Pelo verso me bato e se me atiça
Esta lira que aos céus elevo ardente,
Mas venho despojada da cobiça
Que derruba e despreza e segue em frente.
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Pelo verso!, repito já teimando,
Enquanto a acesa lira levantando
Num gesto heróico de trazer por casa.
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Reparo então no verso que, voando,
Nem deu por este arroubo. Agreste ou brando,
Converte o gesto heróico em tábua rasa.
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Maria João Brito de Sousa - 02.11.2020 - 12.17h
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2.
"Converte o gesto heroico em tábua rasa"
mas, sendo rasa, a mão repete o gesto:
numa cadência estoica, o gesto traça
quer seja aceitação ou só protesto.
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A forma do soneto é a raiz
da cultura ancestral recuperada.
Somos nós uns veleiros do País
a navegar de novo pela estrada.
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Quem quiser entender venha até nós
e partilhe connosco a nossa voz
em partitura onde a palavra rima...
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E não se deixe intimidar pelo caos
por outros navegarem noutras naus:
tranquilos, naveguemos mar acima!
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Laurinda Rodrigues
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3
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"Tranquilos naveguemos mar acima(!)"
Que por tão pouco se não rende o verso;
Nem vírus, nem conluios, nem o clima
Podem deter quem canta desde o berço!
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Enfrenta a tempestade, ó nau da rima,
Finta sem medo o tufão mais perverso;
Nenhum Adamastor fere ou vitima
Poema que do mar ressurja emerso!
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Nós somos, desta nau, a quilha, o leme,
O sonho que constrói, que nada teme
E que até do naufrágio faz vitória!
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Somos mão que não cansa enquanto reme
Sopro que não descansa até que extreme,
Na melodia, a voz da humana História!
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Maria João Brito de Sousa - 03.11.2020 - 14.43h
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4.
"Na melodia, a voz da humana História"
traça projetos unidos na paixão
de criar, para além da ignóbil escória,
uma real e nobre mutação.
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Evoca imagens nas palavras ditas,
imagens mais ainda do que ideias,
que atravessam reveses e desditas
para consumar a glória nas fileiras.
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É uma luta da mente consciente
acordar todo o Ser que está dormente
agarrado a um presente ego-centrado...
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O mar tem ondas grandes e revoltas
mas os barcos navegam, velas soltas,
com marinheiros unidos, lado a lado.
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Laurinda Rodrigues
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5
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"Com marinheiros unidos, lado a lado,"
Singra a Barca do Verso. A proa erguida
Avança assim que Zéfiro é chamado
A ajudar com seu sopro esta corrida.
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O leme que habilmente manobrado
Conduz à rota certa, é fogo e vida,
E se um letal rochedo é avistado,
Depressa é rodeado sem que agrida
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Esta Barca do Verso em seu costado;
Trazemos o porão bem recheado
Da chama que é por todos dividida
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Pois cada marinheiro é já soldado,
Guerreiro por si próprio recrutado
Pra lutar pela paz (com)prometida.
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Maria João Brito de Sousa - 03.11.2020 - 17.37h
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6
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"Pra lutar pela paz (com)prometida"
os guerreiros das sombras são Um só
unidos pela morte e pela vida
com coragem apenas, sem ter dó.
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Atravessam cascatas, cachoeiras,
remando a uma só voz cadenciada...
São almas que se julgam feiticeiras
ao transmutar o mal em quase nada.
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As palavras dos versos os alentam
as imagens do céu os acalentam
quando olham as estrelas e o luar...
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Ah marinheiros! Que tormenta faz
quando querem mudar a guerra em paz
e não encontram cais onde aportar.
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Laurinda Rodrigues
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7
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"E não encontram cais onde aportar"
Nem Ilha dos Amores pelo caminho,
Nem sereias que possam inventar
Pra colorir aquele azul marinho...
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Mas que sombra assombrosa e singular
Ensombra a Barca e a fere como espinho
Se é pela paz que o verso enfrenta o mar,
Se multiplica, ainda que sozinho?
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Nenhuma sombra assombra o marinheiro
Que busca a paz e traz o sol inteiro
Na lanterna da mão que à noite eleva.
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Nem nos dias de denso nevoeiro
Se perde, incauto, o verso. O seu luzeiro
Tanto mais brilha quão mais densa a treva.
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Maria João Brito de Sousa - 04.11.2020 - 11.17h
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8
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"Tanto mais brilha quão mais densa a treva"
para conduzi-lo ao país das fadas.
A bússola dos sonhos é que o leva
para compor com outro as desgarradas.
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Não procurou a Ilha dos Amores:
a Ilha do Encoberto está à espera
para mudar resistências e temores
no espaço renascido da quimera.
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Em sonetos combatem a tormenta,
livres de apegos vãos que o mal sustenta
ao tentar desviá-los do caminho...
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Eram livres de escolher um outro rumo
mas conduzem o barco com aprumo
fazendo das areias pergaminho.
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Laurinda Rodrigues
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9
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"Fazendo das areias pergaminho"
E à música arrancando mote e tema,
Segue o seu curso nesse azul marinho
Do qual, contudo, nunca fez emblema.
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Lugre, falua, ou bote maneirinho
Trará consigo a alma de um poema,
O verso original; um soprozinho
E o resto da viagem faz quem rema!
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Desencantou-se desse ledo encanto;
Da Ilha das Paixões só trouxe pranto
E um longo, muito longo cativeiro.
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Navega muito. Já navegou tanto
Que crê ser ilha. Cobriu-se de um manto
De húmus e espanto que achou num canteiro.
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Maria João Brito de Sousa - 04.11.2020 - 18.33h
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10
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"De húmus e espanto, que achou num canteiro",
germinou a semente já plantada
pela mão intencional do marinheiro
quando regressa à ilha abençoada.
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Deixa no barco o peixe que pescou
com redes mais modernas do presente
mas sente que a memória sublimou
e pode, agora, versejar diferente.
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Retoma a enxada para cavar bem fundo
uma caldeira sem os males do mundo:
a critica mordaz em estilo frouxo...
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Ah, marinheiro! Estás perto de chegar
a este porto, aonde aporta o mar,
transformando o azul em manto roxo.
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Laurinda Rodrigues
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"Transformando o azul em manto roxo"
De "Terra ao Mar"1) avança esta "Jangada"2)
Que a noite sonda alerta como o mocho
Que é ave sábia, forte, abençoada.
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Ainda que algum verso nasça coxo,
Mantém o mar imenso esta toada
Que me lembra o cantar do pintarroxo;
A terra que me espere... mas sentada!
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Hoje contemplo as minhas "Sete Luas"3)
E um "Cruzeiro de Opalas"4)que às faluas
Concede o sonho e a força de um Titã
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As ondas aplacadas são já ruas
Nas quais se cruzam as sereias nuas
De um "Encantado"5) errando ao som de Pã.
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Maria João Brito de Sousa - 05.11.2020 - 13.31 h
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1) 2) 3) 4) e 5) Títulos de livros do poeta António de Sousa
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"De um Encantado, errando ao som de Pã"
com sua flauta para seduzir donzelas
só compõe melodias pela manhã
depois de forte enleio com as estrelas.
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É este o ciclo que o poeta anima:
fértil na terra, pescador no mar.
Vai percorrendo o traço de uma rima
porque, sem rima, pode naufragar.
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Aceitemos os nobres pescadores
que só pelo peixe são navegadores
e voltam para o porto com afã.
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Porque o poeta é mais que terra e mar
pertence a um planeta que é solar
mas é a Via Láctea o seu Titã.
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Laurinda Rodrigues
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"Mas é a Via Láctea o seu Titã"
E são os astros ilhas que sem cais
Lhe vão abrindo as portas de amanhã
Mal o verso ultrapassa os seus portais.
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Nunca a longa viagem será vã;
Da estranheza das coisas mais banais
Brota a simbologia da romã
Envolta em seus cordões umbilicais
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E além de terra e mar, rugem vulcões
Que enchem de lava os frágeis corações
E os levam a pulsar mais forte ainda.
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Nada limita então suas pulsões;
Todos remam ao som das pulsações
Com que a humana sede então nos brinda.
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Maria João Brito de Sousa - 05.11.2020 - 15.50h
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"Com que a humana sede então nos brinda"
numa orgia de sons, erguendo a taça...
Em plena convulsão, o grito finda
e recebe o mistério em paz e graça.
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São palavras que surgem em imagens.
São imagens que evocam os poemas.
Tudo aquilo que criamos são viagens
com destino inseguro, sem algemas.
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Nem percebemos bem o que acontece
quando a pulsão do fogo nos aquece
e uma súbita luz a mente atiça...
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Somos seres quase tudo e quase nada
que jogam uns com os outros à tourada.
"Na arena entrei. Trago o soneto à liça".
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Laurinda Rodrigues
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Tenho de lhe dizer que estas Coroas de Sonetos são uma obra. Quando penso no desenrolar da tarefa acho que é um trabalho aturado. O resultado é de admirar.
ResponderEliminarUm abraço
L
Muito grata, pela minha parte, L.
EliminarSim, isto exige muita prática, muita técnica e um grande domínio do soneto, mas posso garantir que tudo se vai desenrolando espontaneamente pois em nenhuma das coroas em que participei houve qualquer combinação ou prévio contacto entre os/as autores/as. Não há rascunhos, nem trabalhos preparatórios; por vezes, se as circunstâncias o permitem, os sonetos nascem em poucos minutos, uns atrás dos outros...
Forte abraço
Maria João
ResponderEliminaraqui estão vários sonetos, muito bem escritos e, confesso que gostei dos seus e dos da Laurinda.
para mim, fazer um soneto é uma das maneiras de poetar mais dificeis, pois para serem sonetos obrigam a várias segras.
ás vezes leio por aí alguns que se intitulam sonetos, mas, não o são pois não obedecem às regras obrigatórias ao soneto
um soneto tem que ter
estrutura
rima
metrica
ritmo
A Maria João nesses aspectos é correcta.
gostei
Bom fim de semana
beijinhos
Piedade Sol
.http://olharemtonsdemaresia.blogspot.com/
Pela minha parte, muito obrigada, Piedade!
EliminarSim, tem toda a razão; embora nós sejamos "poetas de ouvido" (há muito que deixámos de precisar de andar a contar as sílabas métricas) não desatámos a escrever sonetos sem lhes conhecer muitíssimo bem a estrutura musical que é basicamente a chamada "métrica".
No soneto - e aqui falo apenas por mim - a musicalidade é tão importante quanto a mensagem.
O ritmo, a cadência e os tempos são preciosos para o soneto.
Um excelente fim-de-semana também para si.
Beijinhos
Paixão
ResponderEliminare amor pela rima em comunhão
Bom fim de Semana de pandemia
com alegria
e saúde da boa pra vocês
neste bom dia
que se compõe MJ, beijinhos
Ai, Anjo, (ainda) não consigo aliar o "bom fim-de-semana" e a "alegria" ao raio da "pandemia". Mas fizeste-me rir saudavelmente. Obrigada!
EliminarDesejo-te um excelente fim-de-semana, aí, na tua linda serra!
Beijinhos