RESISTIR PENSANDO

RESISTIR PENSANDO
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Como uma estátua, vôo estando presa
A um corpo, imprestável no meu caso,
Que assim que descobre ondas em mar raso
Tão mais se eleva quanto mais me pesa.
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Na condição de pedra em pedra acesa,
Quanto mais acelero mais me atraso
Neste infindo adentrar do longo ocaso
Que comigo se senta e come à mesa.
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Até que chegue a morte, a vida ganha
Sempre que o pensamento a desafia
E embora pareça coisa estranha
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Ao corpo que envelhece e se desfia,
É mesmo assim que a sorte se desenha;
Quem mais pensa é também quem mais porfia.
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Maria João Brito de Sousa - 08.11.2020 - 15.35h
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Soneto criado para uma rubrica do site Horizontes da Poesia
Este é sempre um grande tema que está presente nos momentos de quem escreve. Muitas vezes acham estranho esta presença em nós e dizem-nos: -Estás sempre a pensar nisso!
ResponderEliminarNão podemos evitar... nem queremos. Não é?
Um abraço
L
Não, L., não podemos evitar. E, sobretudo, não queremos evitar. Saberíamos lá viver sem pensar!?
EliminarForte abraço
Mais um dos teus poemas que nos obriga a pensar, a refletir os desafios da vida. Muito bem minha adorada amiga muita força e melhoras sempre🙏🌷🌼❤
ResponderEliminarObrigada, Sandra!
EliminarMuita força e criatividade para ti
Sol e mais Sol por aqui
ResponderEliminaré igual a
bom dia com alegria
e saúde da boa
que dá sorrisos bonitos a cada dia
Beijinhos
Sol e mais Sol por aqui
ResponderEliminaré igual a
bom dia com alegria
e saúde da boa
que dá sorrisos bonitos a cada dia em poesia
Beijinhos
Obrigada, Anjo!
EliminarPor cá também faz um solzinho que até dá gosto
Beijinhos
Tem que se ter poesia no sangue, para se fazer um tão belo poema, de um tema tão triste.
ResponderEliminarEspero e desejo que o tratamento esteja a resultar e esteja melhor.
Abraço e saúde.
Muito obrigada, Elvira!
EliminarTenho a tensão arterial ligeiramente mais controlada, sim, e a ITU continua em tratamento. O INR será reavaliado na próxima 5ª feira. Creio que sim, que trago a poesia dentro de mim . Sinto-a.
Um forte abraço!
A batalhação é o que nos faz seguir em frente, lutando sempre alguma coisa se consegue!
ResponderEliminar« Até que chegue a morte, a vida ganha», bravo amiga, me emociona essa tua capacidade de lidares com as palavras.
Um abraço
Muito grata... Graça?
EliminarO meu forte abraço
A mim, o "inigmatismo"
ResponderEliminarDo poema, se real,
Teu corpo sofre de um mal
Em que o olhar vê abismo
Porém tu'alma, tal cismo,
Enxerga um paraíso
Perfeito, a seu juízo,
O caminho que palmilhas
Com o qual tu te maravilhas!
Maria, assim eu diviso...
Por favor, me escreva: laerte.silvio.tavares@gmail.com Abraço fraterno! Laerte.
Muito grata, Laerte!
EliminarGuardarei o seu endereço, mas não prometo escrever-lhe hoje ainda;
As funcionárias que me vêm auxiliar nos cuidados de higiene pessoal devem estar a chegar e estou a trabalhar numa Coroa de Sonetos com uma companheira de versos e odisseias.
Fraterno abraço!
PS - Tudo o que digo neste soneto corresponde, sim, à minha realidade.
Laerte, enviei-lhe um e-mail de teste, apenas para ficar com o seu contacto na minha caixa de correio electrónico e veio devolvido pelo MAILER. DAEMON como endereço não existente...
EliminarHaverá algum problema com esse seu endereço?
A anonima sou eu amiga ... umas vezes apareço outras não, não sei o motivo
ResponderEliminarboa tarde Mª João, fica bem.
natália nuno
Desculpa, Natália!
EliminarDesta vez apareceste anónima, não pude reconhecer-te...
Outro abraço grande!