MADEIRO A MADEIRO
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MADEIRO A MADEIRO
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Cerra-se a janela, abre-se o postigo
De um versejo antigo... talvez a sequela
Dessa caravela qu`enfrentou o perigo
Sofrendo o castigo no casco e na vela.
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Que sina era a dela? Que estranho inimigo
Lhe negara abrigo durante a procela?
E perco-me nela, e levo-a comigo
Crendo que consigo em mim protegê-la.
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Volto a reerguê-la. Madeiro a madeiro,
Moldo o casco inteiro. A vela enfunada
Contempla, encastrada, uma estátua de arqueiro
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Que em gesto certeiro rasga a madrugada
Abrindo uma estrada. Finda o cativeiro
Em que o nevoeiro a deixara encalhada.
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Maria João Brito de Sousa - 28.01.2021 - 12.19h
(muito belo, isto!)
ResponderEliminarObrigada, Rogério!
EliminarAbraço grande!
Um soneto muito belo.
ResponderEliminarAbraço e saúde
Muito obrigada, Elvira!
EliminarMuita saúde e um forte abraço
Bom dia com alegria
ResponderEliminaramarga
mas valha-nos a fantasia da clausura.
Beijinhos e bom fim de Semana com saúde da boa MJ
Bom dia, Anjo!
EliminarValha-nos SEMPRE a criatividade!!! :)
Beijinhos e um bom fim-de-semana, ainda que em clausura