COISAS QUE SÓ EU SEI

Hotel dos Templários - Tomar, 1972.jpg


COISAS QUE SÓ EU SEI
*


(em verso alexandrino)
*


 


Não canto essoutro amor cantado à exaustão


Que é fruto da paixão que irrompe como a flor


Quando, no seu esplendor, garante a gestação


A cada geração que seduz pra se impor.
*



Cantá-lo por favor, a mim, não me imporão


Que eu moro na canção que eu entender compor


E não ando ao dispor da velha tradição;


Nada faço à traição, nem guardarei rancor
*



Porque é com despudor que afirmo que cantei


Coisas que só eu sei e outras que, não sabendo,


Tentei ir aprendendo assim que aqui cheguei;
*



A Amor nunca neguei, que o vivi no crescendo


Que a vida foi tecendo enquanto o que sonhei


Cá dentro sufoquei. De amar não me arrependo.
*


 


Maria João Brito de Sousa - 26.02.2021 - 11.35h


 

Comentários

  1. Um passado que se celebra. Boas memórias.
    Um abraço
    L

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  2. Quem de amor de arrepende
    A si próprio se nega

    Abraço, largo

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  3. Então
    viva o amor
    aquele sempre em flor

    Bom fim de Semana com alegria MJ '_~`)

    Beijinhos

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  4. Maria Elvira Carvalho3 de março de 2021 às 14:58

    Uma foto antiga a recordar.
    Gostei muito deste poema.
    Já vi que há uma coroa de sonetos, mas não sei se conseguirei lê-los. Tive três dias de obras em casa por causa de um cano roto na casa de banho. Tenho duas crianças em casa todo o dia, e o tempo não estica. Neste momento tenho a pequenina a dormir a sesta e a mais velha numa aula. não posso fazer mais nada porque se fizer barulho a Margarida acora, mas quando está acordada não faço mais nada do que cuidar dela para que não incomode as aulas da mana.
    Abraço e saúde

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    Respostas
    1. Elvira, mais uma vez lhe digo que "diz o roto ao nu"; ler coroas de sonetos não é para olhos como os nossos. Eu bem sei como fico depois de acabar cada uma das que faço com sonetistas amigos, e ainda as tenho de rever e montar para edição...

      Sei que vou continuar a "morder o fruto proibido" porque não resisto à tentação de uma boa Coroa, mas... isso sou eu que já não posso fazer mais nada para além de escrever poesia.

      Aproveite bem a companhia das suas netas, amiga. Não tem nada que se justificar.

      Um grande abraço e muita saúde

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