DE NOVO, O MAR

DE NOVO O MAR
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De novo o mar. Tão longe e aqui tão perto,
Vem relembrar-me o sonho da jangada;
Pede-me tudo e não me pede nada
Que eu já não tenha, há muito, descoberto
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Pois sempre que num verso me liberto,
É nesse mar que encontro a minha estrada
E tão mais lesta quanto mais cansada
Prossigo em busca do meu porto (in)certo.
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Não sei se cacilheiro, se canoa,
A jangada de sonhos e de espantos
Que hoje me espera num cais de Lisboa,
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Mas sei que vence as dores e desencantos
Do vastidão marinha que a atordoa
E não teme os rochedos, que são tantos.
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Maria João Brito de Sousa - 23.02.2021 -14.53h
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Soneto criado para a Antologia Luso-Brasileira "Tanto Mar Entre Nós"
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Fotografia de Fernando Ribeiro
Obrigada, A:L:
EliminarO Mar! Sempre o Mar! "O Mar tem tal poder!"
ResponderEliminarhttps://aquem-tejo.blogs.sapo.pt/o-mar-tem-tal-poder-189575
Muita Saúde!
Sim, sempre o mar, amigo Francisco...
EliminarMuito obrigada pela visita e pelo link.
Fraterno abraço!
Maria João, permita-me tratá-la assim.
ResponderEliminarSigo o blogue do amigo comum Rogério e leio sempre com atenção e admiração os seus comentários.
Hoje descobri, através do seu blogue inactivo, que tem este aqui no sapo, não perdi tempo, vim espreitá-la
Um soneto tão belo e imenso como o mar. Com seus tormentos, calmarias e procura de um porto seguro para o sonho.
Um beijinho
Fê blue bird
Desculpe-me ter levado tanto tempo a encontrar este seu comentário, Fê.
EliminarAndo a tentar "rentabilizar" ao máximo a pouquíssima acuidade visual que me resta e a minha caixa do correio electrónico estava tão cheia das notificações de um site de Poesia no qual trabalho há muitos anos, que só agora dei com ele.
Muito obrigada; Blue Bird :)
Visitá-la-ei amanhã pois, hoje, estou a esforçar demasiado os olhos que, a esta hora, mal distinguem as letras gravadas nas teclas.
Um beijinho
Pois sempre que num verso me liberto
ResponderEliminarEssa é a atitude, estar vivo e dar notícia disso, e eu aqui a ver.
Um abraço
L
Estamos vivos, L., estamos vivos e construímos "coisas". Pouco palpáveis, dirão alguns. Nada lucrativas, resmungarão outros... mas estamos vivos e somos construtores.
EliminarForte abraço
«É nesse mar que encontro a minha estrada»
ResponderEliminarEntão
temos a mesma estrada
e dela
te lanço um abraço
Sim, Rogério, vamos pela mesma estrada, nunca duvides disso.
EliminarNela recebo e retribuo o teu abraço
Permita-me, Maria João, que ilustre este seu tão belo soneto com uma fotografia que há muitos anos eu fiz na Moita, de um barco típico do Tejo igualmente belo. Esta fotografia é a seguinte:
ResponderEliminarhttps://photos1.blogger.com/blogger/3306/2036/1600/1%20-%20Proa.0.jpg
Ah, Fernando, muito obrigada pelas suas palavras e pela amável oferta que desde já aceito. Vou já substituir a minha velha jangada de balsa.
EliminarForte abraço.
Ah, Fernando... fico-lhe muitíssimo grata pelas palavras e pela amável oferta que desde já aceito.
EliminarForte abraço
Eu posso estar a escrever um grande disparate, mas atrevo-me a dizer que o barco que fotografei na Moita é um varino. Se o compararmos com um outro de Vila Franca de Xira (http://vistasimprevistas.blogspot.com/2009/05/o-barco-varino-liberdade.html), notaremos logo uma enorme semelhança. A semelhança é tão grande, que poderíamos dizer que são o mesmo barco.
EliminarFui verificar e são, na verdade, muito, muito parecidos, embora não creia que o que agora me mostrou seja o mesmo que amavelmente me cedeu para ilustrar este soneto. Há uma larga faixa acastanhada na proa do segundo barco que não vejo no primeiro...
EliminarConcordo quanto ao facto de serem varinos. E belíssimos varinos!
Muito obrigada e um forte abraço, Fernando!
Bonita a arte de Marear
ResponderEliminarBom fim de Semana
bom dia com alegria e agasalhado MJ
beijinhos
Obrigada, Anjo!
EliminarEstou que nem uma trouxa de roupa...
Que tenhas um excelente fim-de-semana. Perdi outro dos meus mais próximos para o SARS-CoV-2, não estou nada alegre, podes ter a certeza.
Beijinhos