UM POENTE DIFERENTE, À BEIRA-TEJO - Cavalo desenhado a ferro e fogo
Quis falar do Mondego e, na verdade, É desta foz do Tejo que vos falo, E cresce cá por dentro a voz que calo Pr`a conter as saudades sem saudade. Solta-se o sonho oblíquo à claridade E a linha de horizonte é um cavalo Que não sei se lá está, se imaginá-lo É mera ilusão de óptica, ou vontade, Pois galopa um poente à beira Tejo Rumo a estranhas lonjuras que nem vejo Por estarem tão além do meu futuro Que, do que vi, me sobra o claro espanto De um cavalo-solar que aqui levanto Rasgando, a ferro e fogo, um céu já escuro. Maria João Brito de Sousa – 01.11.2011 – 16.00h

Ela vem aí, sim. Tenho aqui flores que já abriram nos dias de sol, foram ao engano. Mas ela vem aí, sim.
ResponderEliminarUm abraço
L
Vem pois, L. :)
EliminarEla virá ainda por muitos e muitos milhões de anos.
Obrigada e um abraço
Belo teu soneto! Deixa-me a pensar de que serve chegar a primavera se continuarmos confinados, o pouco tempo que nos resta ainda tínhamos que passar por isto.
ResponderEliminarMeu abraço
saúde para continuares a partilhar tuas belas criações.
rosafogo
Obrigada, Natália!
EliminarEste não é soneto, é um poemeto em quadras sujeitas a mote.
Mantenho-me enclausurada, mas o SARS-CoV-2 já chegou aos meus mais próximos, amiga, e isso é uma coisa para a qual nunca estamos preparados. Corrói-nos por dentro, por muito fortes que sejamos.
Abraço-te