PERGUNTO AOS PARDAIS...

PERGUNTO AOS PARDAIS...
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"Se nem sequer tenho a sua liberdade",
Roubam-me a vontade que tão só mantenho
Quando este desenho das mãos se me evade
Tal como a saudade dos tempos de antanho...
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Que normal tão estranho! Será de verdade?
Que impalpável grade sem cor nem tamanho
Cobre este rebanho, esta humanidade
Morta de ansiedade que agora acompanho
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Como se fosse anho? A vós que voais,
Por não poder mais, perguntarei agora
E não vou embora sem que respondais;
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Vós, simples pardais, voareis por quem chora
Os dias de outrora que vós nem lembrais?
- Queres saber demais!, esclarece-me a demora.
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Maria João Brito de Sousa - 12.02.21 - 20.00h
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Soneto criado a partir do último verso do soneto PÁSSAROS da autoria de Joaquim Sustelo.
A pandemia invade a criatividade de vez em quando, é inevitável. É deu um bonito poema.
ResponderEliminarUm abraço
L
Muito obrigada, L.
EliminarÉ inevitável, sim, L.. Por outro lado, a criatividade reflecte - e deve fazê-lo... - as marcas da realidade dos tempos em que nasce.
Forte abraço
Um soneto fruto da época que atravessamos.
ResponderEliminarGostei.
Abraço, saúde e feliz domingo
Muito obrigada, Elvira!
EliminarMuita saúde, um excelente Domingo e um forte abraço
Bela forma de me dizeres
ResponderEliminarque há asas que voem por mim
ainda que sejam
tão só e apenas
simples pardais...
Assim o leste tu, mas nunca o escrevi eu :)
EliminarAquilo que eu escrevi foi que nem mesmo os pardais voarão por ti, ou sequer te saberão responder se acaso lhes perguntares se é por ti, ou por outros humanos, que voam.
Ainda estás em "dia de mó de baixo"? Que feito é das tuas longas e incansáveis asas de gaivota?
Obrigada e um abraço grande
Saiu gralhado; quereria ter escrito "que é feito das tuas longas e incansáveis asas de gaivota?"
Eliminar
ResponderEliminarBoa Semana com alegria
e que seja
mais um belo dia, de Sol MJ
Beijinhos
Boa noite amiga, estamos todos prisioneiros sem termos cometido burla, quem dera poder voar, este tempo estranho rouba-nos o pouco tempo que nos resta...voei agora um pouco ao ler-te. Saúde! Beijinho
ResponderEliminarBom dia, amável anónimo!
EliminarEsforço-me por tirar o máximo proveito de cada segundo do tempo que me restar, mas compreendo e agradeço cada palavra aqui deixada.
Abraço
Sempre esqueço de colocar meu nome
Eliminarsou a tua amiga de há longos anos
natalia nuno
rosafogo
Abraço-te
Ahhh!!! Natália
EliminarJá lá vão uns doze ou treze anos, é verdade... mas acabei de visitar o teu Orvalhos da Poesia, parece que adivinhei que eras tu, sem o consciencializar!
Abraço-te também