PERGUNTO AOS PARDAIS...

PERGUNTO AOS PARDAIS.jpg


PERGUNTO AOS PARDAIS...
*


 


"Se nem sequer tenho a sua liberdade",


Roubam-me a vontade que tão só mantenho


Quando este desenho das mãos se me evade


Tal como a saudade dos tempos de antanho...
*



Que normal tão estranho! Será de verdade?


Que impalpável grade sem cor nem tamanho


Cobre este rebanho, esta humanidade


Morta de ansiedade que agora acompanho
*



Como se fosse anho? A vós que voais,


Por não poder mais, perguntarei agora


E não vou embora sem que respondais;
*



Vós, simples pardais, voareis por quem chora


Os dias de outrora que vós nem lembrais?


- Queres saber demais!, esclarece-me a demora.
*


 


Maria João Brito de Sousa - 12.02.21 - 20.00h


*


Soneto criado a partir do último verso do soneto PÁSSAROS da autoria de Joaquim Sustelo.

Comentários

  1. A pandemia invade a criatividade de vez em quando, é inevitável. É deu um bonito poema.
    Um abraço
    L

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    Respostas
    1. Muito obrigada, L.

      É inevitável, sim, L.. Por outro lado, a criatividade reflecte - e deve fazê-lo... - as marcas da realidade dos tempos em que nasce.

      Forte abraço

      Eliminar
  2. Um soneto fruto da época que atravessamos.
    Gostei.
    Abraço, saúde e feliz domingo

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Muito obrigada, Elvira!

      Muita saúde, um excelente Domingo e um forte abraço

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  3. Bela forma de me dizeres
    que há asas que voem por mim
    ainda que sejam
    tão só e apenas
    simples pardais...

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    Respostas
    1. Assim o leste tu, mas nunca o escrevi eu :)

      Aquilo que eu escrevi foi que nem mesmo os pardais voarão por ti, ou sequer te saberão responder se acaso lhes perguntares se é por ti, ou por outros humanos, que voam.

      Ainda estás em "dia de mó de baixo"? Que feito é das tuas longas e incansáveis asas de gaivota?

      Obrigada e um abraço grande

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    2. Saiu gralhado; quereria ter escrito "que é feito das tuas longas e incansáveis asas de gaivota?"

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  4. Boa Semana com alegria
    e que seja
    mais um belo dia, de Sol MJ

    Beijinhos

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  5. Boa noite amiga, estamos todos prisioneiros sem termos cometido burla, quem dera poder voar, este tempo estranho rouba-nos o pouco tempo que nos resta...voei agora um pouco ao ler-te. Saúde! Beijinho

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Bom dia, amável anónimo!

      Esforço-me por tirar o máximo proveito de cada segundo do tempo que me restar, mas compreendo e agradeço cada palavra aqui deixada.

      Abraço

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    2. Sempre esqueço de colocar meu nome
      sou a tua amiga de há longos anos

      natalia nuno
      rosafogo
      Abraço-te

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    3. Ahhh!!! Natália

      Já lá vão uns doze ou treze anos, é verdade... mas acabei de visitar o teu Orvalhos da Poesia, parece que adivinhei que eras tu, sem o consciencializar!

      Abraço-te também

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