UM CHEIRINHO DE ALECRIM

UM CHEIRINHO DE ALECRIM
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Irei levar-te aquilo que me sobra
Do rubro cravo aceso no meu peito
E o cheirinho a alecrim deste meu jeito
De ser haste que quebra mas não dobra.
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O reencontro que a memória cobra,
Quando me aceitas tal como eu te aceito,
Culminará no tal final perfeito
Que a poesia exige a qualquer obra.
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Sei que ainda te lembras da semente
E esse Amazonas que enlaçava o Tejo
Não desertou do coração da gente
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Que recorda o sabor de um velho beijo;
Quem receia falar de quanto sente
Quando cantá-lo é mais do que um desejo?
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Maria João Brito de Sousa - 15.02.2021 - 15.44h
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Soneto criado para a Antologia Luso-Brasileira "Tanto Mar Entre Nós..."
A poesia é, de facto, uma coisa maravilhosa!
ResponderEliminarUma dia bonito para si
Muito grata, Amor Líquido
EliminarSão os amigos, os médicos e os medicamentos que me ajudam a manter-me viva por fora, mas é ela, a poesia, que me mantém bem viva por dentro.
Abraço
A associação do Tejo é do Amazonas, a beleza da sua poesia.
ResponderEliminarUm abraço
L
Muito grata, L.
Eliminar"Roubei" essa associação ao Chico, no seu Fado Tropical, mas tenho a certeza de que ele não se importa de ter sido o meu "muso" para este soneto.
Forte abraço
Bom dia
ResponderEliminarbelo dia com alegria e saúde
que até o tempo faz azia
mas o que leio
é sabedoria '_'`)
Beijinhos MJ
Ups ups e mais ups
ResponderEliminarBom dia
belo dia com alegria e saúde
que até o tempo faz azia
mas o que leio
é sabedoria '_'`)
Beijinhos MJ
Bom dia e obrigada pelas tuas palavras, Anjo.
EliminarO SARS-CoV-2 bateu à porta dos mais próximos dos meus mais próximos, ainda que fisicamente distantes.
A Musa desertou e espera-me mais um dia de ansiedade, que é coisa que, felizmente, há muito tinha aprendido a derrotar.
Beijinhos