CARTA DE UMA METADE DE MIM PARA A OUTRA METADE DE MIM

CARTA DE UMA METADE DE MIM
PARA A OUTRA METADE DE MIM
*
Foi-se-me a Musa! Tentarei dizer
Quanto não sei dizer se ela diria
Neste dia que nasce, ou noutro dia
Que pode ser um amanhã qualquer...
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Faço de Musa e, como quem não quer,
Vou escrevendo esta carta à revelia
Do que uma completude inspiraria
Pois, quando unidas, somos um só ser.
*
No espaço que concedo à fantasia,
Esteja essoutra metade onde estiver,
Que lhe não falte nunca a ousadia
*
De assumir-se metade da mulher
Que a sua ausência tanto contraria
Por tanto de si própria depender...
*
Maria João Brito de Sousa - 10.03.2021 - 12.57h
Este poema é muito curioso porque anuncia a ausência da musa estando ela presente. Inspiração não falta à autora.
ResponderEliminarUm abraço
L
Muito obrigada, L.
EliminarAh, ela tem-me faltado, sim...
Coitada, está exausta e aborrecida por ter de inspirar esta metade altamente cardíaca e pitosga :)
Forte abraço
Maria João boa noite !
ResponderEliminarEsta sua metade será a mais livre, pois não obedece à outra mais exigente, mas a musa continua presente.
Gosto de ambas .
Um beijinho
Boa noite, Blue Bird
EliminarEsta metade que aqui lhe responde é a mais "achacada" e pitosga, rsrsrs... a outra, de quando em quando, cansa-se e vai tirar uns dias de férias lá não sei onde
São as chamadas "fases de pousio" dos poetas, já me habituei a elas...
Um beijinho inteiro
«No espaço que concedo à fantasia,
ResponderEliminarEsteja essoutra metade onde estiver,
Que lhe não falte nunca a ousadia»
E que a sirvas inteira
Abracinho
Sirvo-a/me sempre inteirinha quando estou no meu melhor (por dentro que, por fora , o meu melhor é "pior do que péssimo")
EliminarAbraço grande
Gostei de ler este poema, onde se declara desaparecida uma não ausente musa.
ResponderEliminarAbraço e saúde
Muito obrigada, Elvira.
EliminarOlhe que ela anda mesmo ausente; ontem, lá se deu ao trabalho de vir espreitar-me por uns momentos, mas não é exactamente a mesma coisa...
Abraço e muita saúde