PÁSSAROS DE PANO

PÁSSAROS DE PANO
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Trago no peito um pássaro de pano
Que anseia por voar mesmo sem asas
E vê gaiolas onde se erguem casas
A estiolar de pasmo e desengano.
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Nos olhos, outro pássaro que, insano,
Vai esvoaçando sobre acesas brasas
Que são as sobras destas marés vazas
Que entraram na vazante há mais de um ano.
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Dois pássaros são, pois, dos que não voam
Se não por dentro da sua loucura
E enquanto sonham, dos mais não destoam
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Já que o pano que envergam tem textura,
Bom corte e até botões dos que abotoam...
Se teimam em voar, quem mos segura?
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Maria João Brito de Sousa - 15.03.2021 - 15.00h
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Que maravilha! Pássaros de pano, que parecem cheios de vida, com alma, e até sonhos! Ainda por cima deram origem a um poema delicioso! Parabéns por estes teus pássaros! Muitos beijinhos, um dia bom para ti, minha amiga! ⭐🌿
ResponderEliminarObrigada, Sandra
EliminarBeijinho grande
O pássaro que voa está dentro da nossa cabeça. Bela inspiração.
ResponderEliminarUm abraço
L
E está mesmo, L. , obrigada!
EliminarOutro abraço!
Marai João,
ResponderEliminarHá muito que prendi um pássaro no meu peito, sem anseios, só voa em sonhos.
Este seu de pano, é mais afoito.
Gostei imenso deste seu poema.
Um beijinho
São muito, muito afoitos, estes meus pássaros de pano, Blue bird
EliminarObrigada e um grande beijinho
Que belos são esses pássaros Maria João. Loucos? Talvez. Mas não somos todos meio loucos.?
ResponderEliminarAbraço e saúde
Sim, Elvira, todos temos o nosso pedacinho de locura.
EliminarMuito obrigada e um abraço grande
E com humor e passarada
ResponderEliminardeixo um belo dia com alegria
neste bom dia MJ
Beijinhos e um belo dia
Obrigada, Anjo!
EliminarCom estes pássaros que trago em mim te desejo um feliz dia!
Beijinhos
Como os meus pássaros entendem os seus!
ResponderEliminarPor enquanto não voam, só esvoaçam, ou imaginam que voam.
Beijinho grande
Ah, mas os seus são de carne e osso, MEA.
EliminarJá lá vai o tempo em que eu trazia para casa - e quase sempre conseguia salvar - crias pelas quais ninguém daria um tostão furado. Agora não saio e ainda que penosamente faça aqueles dez metros que me separam do café da esquina, não vejo pássaro nenhum...
Ficam-me os pássaros... de pano inventado, ainda por cima! E, no entanto, vôo ainda
Bjo gde