SINESTESIA(S)

SINESTESIA(S)
*
Mudas de espanto e sem fazer sentido
Nascem palavras, brotam sentações
Que se entrechocam num ponto perdido,
Gerando lagos, montanhas, vulcões,
*
Trocando as voltas ao que foi pedido,
Emudecendo a voz de outras questões
Com que se tenham já comprometido,
Sempre senhoras das suas razões...
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Como ecos fundos, vibram sons distantes
Que, cá por dentro, fazem ressoar
Roucos murmúrios de ideias sonantes,
*
Músicas loucas, vibráteis, pulsantes
Em que o poema se ousa decifrar
Na pauta (in)glória de uns versos cantantes
*
Maria João Brito de Sousa - 2016
*
In A Ceia do Poeta (inédito)
e
In RECLUSÃO,
Junho, 2022
a quatro mãos com Laurinda Rodrigues
Gostei imenso deste seu poema minha querida Amiga. Sim, de certa maneira os nossos poemas tocam-se numa imagética de ecos, de músicas, de espantos, de solidões, de palavras. Não deixa de ser curioso. Foi um gosto lê-la.
ResponderEliminarMuita saúde.
Uma boa semana.
Um beijo.
Grata pelas suas palavras, Graça!
EliminarSim, é exactamente aí que os nossos poemas se cruzam.
Desejo-lhe uma excelente semana e inspirada semana.
Um beijo
Desculpe-me a repetição disparatada da palavra semana, mas cada vez vejo pior e o meu cérebro ainda não aceitou a lentidão que os olhos e todo o corpo me impõem...
EliminarA poesia continua.
ResponderEliminarUm abraço.
Como estou em "fase de pousio", aproveito para editar alguns poemas que penso nunca ter trazido a este blog. L.
EliminarForte abraço!
Amiga Maria João,
ResponderEliminarPoesia é tudo isto, mistura de palavras e sensações.
Outro soneto maravilhoso, obrigada!
Beijinho
Muito obrigada, Blue Bird
EliminarSim, a poesia também é tudo isto, sem dúvida
Beijinho grande
"Na pauta inglória de uns versos cantantes…" Será esta a "Ceia dos Poetas"?!
ResponderEliminarVotos de muita saúde.
Também, Francisco. Não só, mas também
EliminarPor essa altura, por vezes era apenas essa a ceia desta poeta.
Tentando - e conseguindo... - criar um elo entre o pão que alimenta o corpo e o que alimenta a alma, Natália Correia também dizia; "...A poesia é para comer!"
Retribuo os votos de saúde e deixo o meu fraterno abraço
Consegues sempre surpreender-me tão lindo este poema, que toca e prende os sentidos da alma! É um gosto acompanhar-te neste cantinho do SAPO! Muitos beijinhos, querida amiga, e parabéns pela pessoa que és 🌷🌼
ResponderEliminarMuito obrigada, Sandra.
EliminarUm grande beijinho para ti, Menina-tu
Bom dia com alegria e saúde
ResponderEliminarna beleza da Poesia
de e a cada dia
Beijinhos
Bom dia, Anjo meu
EliminarObrigada e um feliz dia para ti!
Beijinhos