"E" de EPHEMERA

“E” de EPHEMERA
*
Estranho este escuso embrionário estado
Entre eras estendendo-se enlaçadas:
Esculpo-me em estanho, estranho-me estanhado
E endosso. Ensaio. Efeitos. Embrulhadas...
*
Encómios evoquei. É-me (n)egado
Expor-me entre eros e ébrios. Ensonadas,
Esperam-me esporos do etéreo, estipulado
E encontro exaltações exacerbadas...
*
Escondo o ego esculpido. Enrodilho-me,
Excluo “esses” e “erres”: estribilho-me
E expurgo eternos erros (d)e escansão
*
Especializada em estrelas, ecos, entes,
Executo estratégias (d)e eloquentes
E emancipo-me em “E” (d)e Evolução.
*
Maria João Brito de Sousa – 05.08.2018 – 16.30h
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Excelente!
ResponderEliminarMuito grata, Francisco!
EliminarO meu abraço
<Poema sublime. Maravilhoso de ler
ResponderEliminarCumprimentos
Muito grata, Rik@rdo!
EliminarFraterno abraço
Mas que hábil construção do poema, cheio de particularidades de domínio do vocabulário e... inspiração.
ResponderEliminarUm abraço
L
Muito grata pelas suas palavras, L. :)
EliminarForte abraço
Boa noite, Maria João, está melhor ?
ResponderEliminarLi palavra por palavra .
Como é possível fazer um poema tão intenso e belo, limitada por uma letra.
Só muita sabedoria, inspiração e domínio da língua.
Desejo-lhe uma noite descansada minha amiga.
Um beijinho
Olá, Blue Bird
EliminarÉ possível, sim, mas eu não o teria concebido antes de ter trabalhado e amadurecido muito enquanto sonetista.
Continuo cada vez mais "pitosga" e a rouquidão - quase afonia, em certos dias - levou a que o meu médico me enviasse de urgência para uma consulta hospitalar de ORL. Não queria nada que assim fosse, preferiria continuar a ignorar a rouquidão...
Obrigada e um grande beijinho
olá, Maria
ResponderEliminarreparei no seu poema (sempre belo) que há uns dias usei a técnica, de colocar parentisis em algumas palavras que poderão dar-nos dois sentidos no verso. Fi-lo de forma espontânea e não foi certamente - e isto lhe juro - intenção minha copiá-la.
Grande abraço
António
Ah, António, pode crer que isso nem me passaria pela cabeça! É uma técnica comum a muitos sonetistas, não tenho, de maneira nenhuma, a patente da utilização dos parêntesis, rsrsrsrs...
EliminarTêm sido muito escassas as minhas visitas aos blogs dos amigos; a minha acuidade visual diminuiu bastante nos últimos tempos e outros problemas de saúde se foram agravando , mas vou tentar visitá-lo ainda hoje.
Abraço grande