O GRANDE FESTIM

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O GRANDE FESTIM
*



Pegaram numa ideia muito em voga,


Levaram-na a jantar à luz de velas,


Vestiram-lhe uma longa e branca toga,


E ofertaram-lhe incensos e pagelas.
*


 


Bem perto, uma outra ideia dialoga


Usando frases curtas e singelas


Com alguém que, na altura, a interroga


Sobre a longevidade das estrelas...
*


 


Era o grande festim espiritual


Na mesa do planeta efervescente;


Já se tornara, então, habitual
*


 


Celebrar-se a palavra omnipresente


E não mais se distingue o que é banal


Daquilo que se atreve a ser dif`rente.
*


 


Maria João Brito de Sousa - 07.05.2021 - 09.22h


 

Comentários

  1. Poema lindíssimo que me fascinou ler.
    .
    Desejando um Feliz fim de semana.
    .

    .

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    1. Muito lhe agradeço, RiK@rdo!

      Retribuo os votos de um bom fim-de-semana.

      Abraço

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  2. Um grande festim, sem dúvida também nós, tivemos um grande festim através das tuas palavras, um soneto digno do fim de semana que está a chegar! Mil beijinhos, minha amiga, uma tarde linda para ti 🌷

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    1. Obrigada, Sandra.

      Acabou agora mesmo de sair a funcionária que me veio dar banho.

      Ainda não almocei, mas darei um pulinho até aí

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    2. Acho que estou mesmo azamboada de todo, creio ter agradecido duas vezes a um dos amigos

      Obrigada, Sandra!

      Um grande beijinho!

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  3. Brancas nuvens negras7 de maio de 2021 às 18:10

    Um poema de intervenção que, pelo que entendo, fala da banalização das ideias e da exaltação do banal. Gostei.
    Um abraço
    L

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    1. Sim, L., escrevi-o imbuída desse espírito, embora agora esteja demasiado sonolenta e "azamboada" para falar do assunto. Cheguei há pouco do pavilhão onde me foi administrada a segunda dose da picadela em que (quase) todos estamos a apostar, e estou muito cansada, apesar de ter sido transportada de carro e, depois, de cadeira de rodas.

      Obrigada
      e um
      Forte abraço

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  4. Maria João,
    Perfeito, este seu "alerta ".
    Já não se distingue o que é banal, do que é diferente, infelizmente.
    A cultura da banalidade virou moda.

    Um grande beijinho e bom fim de semana!

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    1. Obrigada, Blue Bird

      Ainda estou meia azamboada com a segunda dose da vacina: sem dores, sem inchaço e sem hipertermia, por enquanto, mas um tanto "mareada", como se tivesse abusado de alguma bebida alcoólica...mas claro que pode nem ser da vacina e tudo não passar de uma mera coincidência.

      Aquilo que me avisaram que, desta vez, iria MESMO ter foi; febre, dores musculares e a sensação de estar com gripe. Aguardo, prevenida, qualquer uma dessas reacções

      Voltando ao culto da banalidade, espero bem que seja apenas uma moda passageira e não uma tendência que ganhe raízes. Não sou nem nunca fui elitista, mas há que investir na qualidade em todas as áreas da arte e da cultura... e poderia falar muito mais sobre este assunto se não estivesse mesmo azamboadita e a sentir que corro o risco de começar a meter os pés pelas mãos.

      Vou mas é tentar comer qualquer coisita e enfiar-me na caminha

      Beijinho grande

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  5. E em belas palavras inspiradoras
    e com alegria de mais um bom dia
    bom fim de Semana MJ
    Beijinhos

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    1. Obrigada, Anjo meu

      Desculpa, mas hoje foi dia de picadela (segunda dose) e só agora aqui cheguei.

      Boa noite e um bom Domingo, que este Sábado já se vai começando a despedir de nós

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    2. Obrigada, pela parte que me cabe, Anjo!

      Bom soninho para ti

      Beijinhos

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  6. Muitas vezes, a Palavra é apenas palavra. Parabéns pela riqueza ideativa com que celebra sempre a Palavra!

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