A DURAÇÃO DE UMA VIDA

Duração de uma vida - Pula Rego.jpg


A DURAÇÃO DE UMA VIDA
*



Alguns julgam-se doces como figos,


Outros crêem-se de aço ou de granito


E se um se exalta, se ergue e solta um grito,


Teme outro as represálias e castigos...
*



Pra uns, os mais são portas sem postigos,


Fazedores de obras com segundo fito,


Inventores de venenos que nem cito


Pra servir de bandeja aos inimigos
*



E todos somos, nesta ou noutra pele,


Nós sendo nós até que a morte sele


Esta nossa existência passageira
*



Todos humanos, todos nós passando


Pla vida enquanto a vida for durando,


Que sempre dura a vida a vida inteira!
*


 


Maria João Brito de Sousa - 28.09.2021 - 14.15h


*


 


Tela de Paula Rego. Imagem retirada daqui


 


 

Comentários

  1. Soneto maravilhoso que me fascinou ler.
    Cumprimentos poéticos

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  2. Musa bonita que encanta
    em palavras de só quem, as sabe escrever

    Boa e bela tarde com alegria MJ, beijinhos

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    1. Obrigada, Anjo meu

      Que tenhas uma bela tarde de sol

      Eu ando para aqui com o motor a querer entrar em "pane", não tarda vou ter de me deitar um bocadinho

      Beijinhos, daqui do meu renovado passeio/alameda

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  3. Alguns de nós somos o que podemos, nem sempre somos o queremos, outros fazem coisas que sabemos e não dizemos.
    Os seus sonetos têm sempre mensagem.
    Um abraço.

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  4. Boa noite, Maria João !
    A tela de Paula Rego, mostra vidas bem nutridas.
    Nem sempre a vida é justa, neste domingo, vimos isso, infelizmente.

    Um beijinho de boa noite , com o desejo que esteja a recuperar muito bem!

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    1. É bem verdade, Blue Bird; nem sempre a vida é justa...

      Do olho operado, estou a recuperar, embora só consiga fazê-lo focar por curtos períodos de tempo. Se insisto muito, deixo de ver e preciso de descansar a vista.

      Da cardiopatia, estou a piorar sensivelmente.

      Na passada sexta-feira, estive na consulta de Cardiologia. Alguma medicação foi reajustada, terei de fazer um ror de análises de sangue e um ecocardiograma. Volto em Dezembro... espero.

      Obrigada e um grande beijinho

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  5. "Pra uns, os mais são portas sem postigos,"

    Isso!
    Abro
    Nem espreito
    Pelo ralo

    Se é humano, entre!

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    Respostas
    1. Olá, Rogério!

      Em boa verdade te trouxe, hoje, a esta minha casa/blog


      Forte abraço

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  6. Subscrevo o comentário do nosso amigo Rogério.
    Abraço e saúde

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  7. Reiteramos com corrigenda a trova anterior:

    Vendo agora esse louvor,
    sinto até certo ciúme
    com o Brasil em pavor
    e o seu povo no azedume.

    Antoni Ferreira,
    Belém- Pará - BRASIL

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    1. Ainda não li a trova anterior, mas agradeço-lhe muito a que aqui me deixa, poeta amigo António Ferreira.

      Um abraço muito solidário

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