A DURAÇÃO DE UMA VIDA

A DURAÇÃO DE UMA VIDA
*
Alguns julgam-se doces como figos,
Outros crêem-se de aço ou de granito
E se um se exalta, se ergue e solta um grito,
Teme outro as represálias e castigos...
*
Pra uns, os mais são portas sem postigos,
Fazedores de obras com segundo fito,
Inventores de venenos que nem cito
Pra servir de bandeja aos inimigos
*
E todos somos, nesta ou noutra pele,
Nós sendo nós até que a morte sele
Esta nossa existência passageira
*
Todos humanos, todos nós passando
Pla vida enquanto a vida for durando,
Que sempre dura a vida a vida inteira!
*
Maria João Brito de Sousa - 28.09.2021 - 14.15h
*
Tela de Paula Rego. Imagem retirada daqui
Soneto maravilhoso que me fascinou ler.
ResponderEliminarCumprimentos poéticos
Muito grata, Ric@rdo!
EliminarUm abraço poético
Musa bonita que encanta
ResponderEliminarem palavras de só quem, as sabe escrever
Boa e bela tarde com alegria MJ, beijinhos
Obrigada, Anjo meu
EliminarQue tenhas uma bela tarde de sol
Eu ando para aqui com o motor a querer entrar em "pane", não tarda vou ter de me deitar um bocadinho
Beijinhos, daqui do meu renovado passeio/alameda
Alguns de nós somos o que podemos, nem sempre somos o queremos, outros fazem coisas que sabemos e não dizemos.
ResponderEliminarOs seus sonetos têm sempre mensagem.
Um abraço.
Obrigada e um forte abraço, L.
EliminarBoa noite, Maria João !
ResponderEliminarA tela de Paula Rego, mostra vidas bem nutridas.
Nem sempre a vida é justa, neste domingo, vimos isso, infelizmente.
Um beijinho de boa noite , com o desejo que esteja a recuperar muito bem!
É bem verdade, Blue Bird; nem sempre a vida é justa...
EliminarDo olho operado, estou a recuperar, embora só consiga fazê-lo focar por curtos períodos de tempo. Se insisto muito, deixo de ver e preciso de descansar a vista.
Da cardiopatia, estou a piorar sensivelmente.
Na passada sexta-feira, estive na consulta de Cardiologia. Alguma medicação foi reajustada, terei de fazer um ror de análises de sangue e um ecocardiograma. Volto em Dezembro... espero.
Obrigada e um grande beijinho
"Pra uns, os mais são portas sem postigos,"
ResponderEliminarIsso!
Abro
Nem espreito
Pelo ralo
Se é humano, entre!
Olá, Rogério!
EliminarEm boa verdade te trouxe, hoje, a esta minha casa/blog
Forte abraço
Subscrevo o comentário do nosso amigo Rogério.
ResponderEliminarAbraço e saúde
Obrigada!
EliminarAbraço e saúde!
Reiteramos com corrigenda a trova anterior:
ResponderEliminarVendo agora esse louvor,
sinto até certo ciúme
com o Brasil em pavor
e o seu povo no azedume.
Antoni Ferreira,
Belém- Pará - BRASIL
Ainda não li a trova anterior, mas agradeço-lhe muito a que aqui me deixa, poeta amigo António Ferreira.
EliminarUm abraço muito solidário