PROCURA-SE

PROCURA-SE
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Procura-se uma velha musa usada,
Rebelde, solitária, um pouco rude
Que vive de ilusões mas não se ilude
E se me evade sempre que agastada.
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Sem ela nada sou, não escrevo nada,
Não existe alma viva que me ajude
E não sei de pecado nem virtude
Que reacenda a chama ora apagada.
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Procuro a minha musa, essa evadida
Que se encontra escondida em parte incerta
Sabendo que sem ela estou perdida
*
Por ela, fica a minha porta aberta
Enquanto se não fecha a minha vida
Sobre a aridez que agora a desconcerta.
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Maria João Brito de Sousa - 22.09.21 - 10.30h
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Imagem retirada daqui
Estou convencido que ela voltará, ela precisa de si, a existência dessa musa está dependente de si.
ResponderEliminarUm abraço
Obrigada pela sua compreensão e solidariedade, L., mas a verdade é que há meses que a minha velha musa saiu para desenferrujar as asas... e nunca mais voltou.
EliminarTemo bem que não volte enquanto os meus olhos não estiverem a 100%, mas, pelo sim, pelo não, deixo-lhe a porta aberta.
Tem toda a razão; sendo parte de mim, a musa precisa tanto de mim quanto eu preciso dela.
Forte abraço
Mas não me parece
ResponderEliminarque tenha dado de frosques
pelo que leio
Boa e bela tarde com alegria de outono colorido MJ
Beijinhos
Olá, Anjo
EliminarGaranto-te que anda mesmo sumida... ou então ainda está sob o efeito da anestesia, como muito bem aventou uma amiga do HP
Ainda que vocês mal notem, eu bem sinto que há falta de garra poética nos meus sonetos.
Espero que ela acorde em breve. Não me agrada nada a ideia de ter de partilhar os meus versos com uma Musa catatónica.
Beijinhos
Querida Maria João,
ResponderEliminarA sua musa nunca a abandona, faz parte de si, está consigo e é muito sua amiga, só está a dar-lhe mais tempo para se restabelecer por completo.
Sei bem o que é ter um corpo que não anda ao ritmo do coração.
Aliás esta semana, o meu corpo, está a pôr-me à prova
Agradeço-lhe as palavras lindas e amigas que deixou no meu blogue, são bálsamos para mim
Beijinho grande e abraço apertadinho
Obrigada pela sua simpatia, Blue Bird
EliminarSei bem que aquilo a que eu chamo Musa é parte integrante de mim mesma, mas garanto-lhe que essa parte de mim anda muito distante ou adormecida... ou, talvez, à espera de que os meus olhos voltem ao que eram ...
Em resumo, gosto muito mais de escrever quando me sinto inteira
Lamento que o corpo também a esteja a pôr à prova a si e desejo que, mais uma vez, ultrapasse rapidamente esse momento menos bom.
Também as suas palavras amigas são um bálsamo para mim
Outro abraço apertadinho e um beijinho grande
Maria João,
ResponderEliminarJá que está perto do Tejo, siga o exemplo de Camões e invoque as Tágides. No caso dele resultou, e de que maneira!
Obrigada pela sugestão, Fernando
EliminarCamões era Camões e eu não passo de uma humilde e apaixonada aprendiza de sonetos... mas sou um bocadinho orgulhosa, confesso.
Sempre convivi com as tágides sem precisar de as invocar e, agora, sinto-me ostracizada por elas.
De qualquer modo, por uma questão de princípio, fico a aguardar que que sejam elas a tomar a iniciativa. Não quero impor-me, sobretudo porque ainda estou fisicamente muito limitada.
Abraço
Bom dia
ResponderEliminarbom fim de Semana Outonal
com alegria e saúde
o mais fundamental MJ, beijinhos
Bom dia e até amanhã, Anjo
EliminarEstou a preparar-me para viajar até ao hospital. Consulta presencial de Cardiologia, finalmente!
Em Oeiras, o Outono continua a usar roupagens de Verão... e eu gosto disso
Beijinhos
Querida Maria João
ResponderEliminarEu acho que a sua Musa nunca a abandonará porque o talento e a criatividade dos seus sonetos está toda em si.
Belo soneto como sempre!
Bom final de semana e obrigada pela visita.
Beijinhos
Piedade Sol
http://olharemtonsdemaresia.blogspot.com/