CORAÇÃO LÍQUIDO

CORAÇÃO LÍQUIDO
*
Num segundo se morre, ou ressuscita;
Neste segundo, meço a pulsação
Serena/inquieta do meu coração,
Brasa que naufragada inda crepita.
*
Quando uma pulsação demais se agita
Num segundo nos mata. A remissão
Nem sempre nos concede o seu perdão
E a sorte quase nunca nos visita.
*
Num segundo se chega ao tal lampejo
Que em nós acende a chama do desejo
E se apaga a seguir, noutro segundo,
*
E tudo, água e rochedo, é movimento
Que flui no mar imenso e turbulento
Em que nasce e naufraga o nosso mundo.
*
Maria João Brito de Sousa - 28.10.2021 - 10.50h
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Sonetos da Matrix
A consciência da nossa finitude.
ResponderEliminarUm abraço
L
Começa por ser o relato de um momento da minha rotina matinal - primeira estrofe - e estende-se por esse caminho, nas restantes, L.
EliminarObrigada e um forte abraço
Mais um soneto que me encantou let.
ResponderEliminarCumprimentos poéticos
Muito obrigada, Rik@rdo!
EliminarUm abraço
Mais um soneto que me encantou ler.
ResponderEliminarCumprimentos poéticos
O nosso Mundo
ResponderEliminara cada dia mais aflito
num viva à imaginação
que se lê por aqui e sito
"Em que nasce e naufraga o nosso mundo"
Bela tarde/noite agasalhada
que por aqui o frio já estala, beijinhos
Obrigada, Anjo meu
EliminarUi, já vesti três camisolas, pus uma mantinha pelas costas e assentei os pés na escalfeta
Beijinhos e bom descanso