MEU DOM/TEU DOM

MEU DOM/TEU DOM
*
Que a minha sede seja a tua sede
E a minha fome seja a tua fome
E não haverá força que então dome
A força que nos move e se não mede!
*
Ainda que encostados à parede
Confrontando carrasco que nos sove,
Havemos de encontrar razão que prove
Toda a razão que o coração nos pede.
*
E mesmo que tu subas quando eu desça,
Se te couber minguar enquanto eu cresça,
Que não vejas dif`rença onde a dif`rença
*
É bem mais ténue do que a semelhança
Imensa que nos coube por herança;
O dom de nos sonharmos. De nascença.
*
Maria João Brito de Sousa - 24.10.2021 -10.00h
Boa tarde:- Soneto lindíssimo, fascinante de ler.
ResponderEliminar.
Um domingo feliz … Abraço.
.
.
Muito grata, Rik@rdo!
EliminarUm Domingo feliz e um fraterno abraço!
Um bonito soneto e uma ainda mais bonita fotografia.
ResponderEliminarAbraço, saúde e uma boa semana
Muito obrigada, Elvira
EliminarA fotografia foi tirada pelo meu pai pouco depois de eu ter chegado da maternidade em que nasci...
Muita saúde e um grande abraço
Li três sonetos maravilhosos, mas este é o meu favorito! Não tendo muito tempo quando venho leio tudo quanto posso e vou de alma cheia, quem dera ter um pouco da tua magia, tudo parece ter sido fácil para ti, mas quem te lê, sabe quão « Grande» tu és para escreveres tão belo!
ResponderEliminarUm abraço, saúde ª João.
Obrigada, querida Natália!
EliminarFico muito feliz por ter podido "encher" uma alma tão grande quanto a tua
Sabes que nada tem sido fácil para mim e, sobretudo em termos de saúde, tudo continua muito instável, muito difícil.
Um GRANDE e grato abraço para ti