MEU MAR/TEU MAR

MEU MAR/TEU MAR
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Encantamento
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O meu mar será sempre o mesmo mar
Que te assoma à janela, noite e dia,
E que por mero acaso ou ironia
Teve o condão de a ambos encantar.
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Abro-lhe a porta, assim, de par em par,
Para sentir-lhe o cheiro a maresia;
Fica-me a Musa cheia, se vazia
Estivesse enquanto farta de o esperar.
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Quando no Equinóceo se agiganta
O mar que a gente - tanta gente... - canta,
Esse que em tempos tanto foi chorado
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Enche de espuma a velha Marginal
E traz consigo o sal do mesmo sal
Com que este encantamento foi temperado.
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Maria João Brito de Sousa - 19.10.2021 - 18.00h
Uma paisagem que me é familiar, morei em vários locais dessa linha várias décadas. Maravilhoso ter o mar a assomar à janela.
ResponderEliminarUm abraço
L
Vejo apenas um palmo de mar, ao largo da marquise virada a Sul, mas é mar.
EliminarMaravilhosa era aquela imensidão de Tejo, com o Atlântico ao fundo, que me deslumbrou a infância e o início da adolescência na casa do Dafundo...
Obrigada e outro forte abraço, L.
Sempre um encanto: o Mar e a Poesia! Saúde.
ResponderEliminarMuito obrigada, Francisco.
EliminarEstava, neste preciso instante, a terminar um outro poema; um sonetilho muito, muito marítimo...
Fraterno abraço