SONETO QUINTO

SONETO QUINTO
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Canto sem voz, mas canto e cantarei
Enquanto o coração me for pulsando
Aos arrancos, embora, que vai estando
Cansado de ser louco... ou servo e rei?
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Não sabe que, afinal, eu nada sei
E que anda agora em pleno descomando,
Ora em louca corrida, ora parando
Pra contestar-me as ordens que não dei...
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Não fossem a vontade e a razão
Correrem a ampará-lo a toda a hora,
Teria desistido, o coração,
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De ir-me irrigando o corpo em que me mora;
Embriagou-se, o tonto, de paixão
Num corpo que rebenta... mas não chora!
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Maria João Brito de Sousa - 30.09.2021 - 11.00h
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Ainda na sequência de um outro soneto do poeta Custódio Montes.
Vontade, premissa da Criatividade! Muita Saúde.
ResponderEliminarMuito obrigada, Francisco!
EliminarMuita saúde e inspiração
Que belo poema, que trágico e ao mesmo tempo terno. A Musa regressou reforçada.
ResponderEliminarUm grande abraço.
Muito obrigada pelas suas palavras, L.
EliminarA poesia é mesmo assim, cheia de alegrias e tragédias, tal como a vida...
Abraço grande
Talento, inspiração, criatividade poética a dar origem a um poema deslumbrante..
ResponderEliminar.
Feliz fim-de-semana … cumprimentos
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Muito obrigada, caro anónimo!
EliminarCumprimentos
Coração bonito de Musa
ResponderEliminarBoa e bela noite agradável
e um feliz domingo com alegria MJ, beijinhos
Bom dia, Anjo
EliminarEspero que o coração da Musa esteja bem saudável, que o meu, coitado, está num estado lastimável... ainda que se ria a bom rir
Que tenhas um muito feliz Domingo!
Beijinhos