SONHOS & FILHÓS

SONHOS & FILHÓS
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Memórias
E
Singularidades
Da Casa do Dafundo
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Quão pálida era a lua e longínqua era a voz
Que chamava por nós na esquina dessa rua
Em que o som desagua em rio sem mar, nem foz...
Junto de seus avós cresceu ardente e crua
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Quem hoje os perpetua em sonhos e filhós;
Tudo passa veloz, tudo em paixões se estua
Mas nada desvirtua os que morreram sós,
Fechados como a noz sobre a memória sua.
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O tempo não recua assim tão facilmente,
Nem se rende a semente à mão que à terra a lança,
Que a Vida, como a dança, acaba de repente
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E quem bailar não tente ou rejeite a mudança,
Enverga a desconfiança, amua descontente
E invariavelmente a esgota enquanto avança.
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Maria João Brito de Sousa - 20.10.2021 - 14.30 h
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Soneto em verso alexandrino com rima (interna) encadeada
Soneto doce
ResponderEliminarcom odor a canela
com sabor a memória
dessa casa
bem vistosa
vista
por dentro e por fora
e, eis senão quando, de repente
o tempo recua assim tão facilmente,
Tens razão, Rogério;
EliminarO Tempo recuou muito facilmente, atraído pela memória desse cheiro a açúcar e canela
Na casa tens, da esquerda para a direita, a minha avó Maria Augusta, a sua filha mais nova e minha tia Fernanda, o marido da tia Fernanda - Manolo, de "su nombre" - , a minha mãe, filha primogénita da avó Maria Augusta, e a tia Deolinda, mulher do mais jovem dos irmãos da minha avó. O meu pai, tal como tu, raramente aparecia porque era, quase invariavelmente, o autor das fotografias.
Abraço grande!
Bonitas memórias
ResponderEliminarbonitas mudanças, dançantes
Bom e belo dia com alegria MJ, beijinhos
Obrigada, Anjo meu
EliminarQue tenhas uma tarde feliz e ensolarada
Beijinhos
Soneto lindíssimo, doce, pura sedução poética.
ResponderEliminar.
Saudações poéticas.
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Muito obrigada, Rik@rdo!
EliminarNão preparo os meus poemas, eles vão tomando forma enquanto as palavras vão sendo escritas...
Em verdade lhe digo que frequentemente escrevo seduzida pelo conteúdo ou pela musicalidade do verso.
Fraterno abraço
Um maravilhoso poema, sou sensível aos escritos sobre a memória. Conheço essa casa, durante anos passei todos os dias por ela de manhã e à noite.
ResponderEliminarUm abraço
L
Ainda lá está e é habitada, mas não faço ideia de quem sejam os novos moradores, L.
EliminarDe quando em quando ainda passo por ela, nas minhas visitas ao hospital.
Ficam-me sempre os olhos presos nela. O coração, esse nunca deixou de lá morar.
Obrigada e um forte abraço
Oi Maria João
ResponderEliminarSó agora descubro o caminho para chegar a Ti, e já estou aqui a
descobrir a 'pintora quando Deus quer e a poeta porque Deus quer' Muito bom!
E o poema singular cheio de memórias que todos temos nas nossas vidas!
_ nossas raízes, lembranças e passado .
deixo abraços e levo o link para voltar em tempo mais real
( se isso é possível ,no virtual) rs
Fica bem!
Seja bem muito bem vindo/a, caro/a Anónimo/a
EliminarTenciono continuar por cá enquanto o coração me for pulsando e já por cá rasguei quase treze anos de caminho asfaltado a soneto. Tem muito para descobrir
O meu fraterno abraço
Sexta feira
ResponderEliminarbom dia
bom fim de Semana com alegria MJ, beijinhos
Bom fim-de-semana também para ti, Anjo
EliminarBeijinhos
Lindíssimo como sempre
ResponderEliminarFeliz fim de semana
Obrigada!
EliminarFeliz fim-se-semana também para si, Rik@rdo!
Admiráveis esses sonhos com cheiro a filhós! Saúde e Poesia!
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