NAS TUAS MÃOS
Fotografia de Carlos Ricardo * NAS TUAS MÃOS * Nas tuas mãos eu, ave, te confesso Que esvoaço, sucumbo e, já rendida, Procuro nessas mãos uma guarida Em que a chama que sou não tenha preço * Eu, ave, só te entrego o que não peço: Submeto-me à carícia prometida Nas asas da loucura em mim escondida Que tu não sonharás e eu nem meço * E que outra ave marinha ofertaria Tanta e tão profundíssima alegria, Que outra alma se daria em seda pura? * As tuas mãos… quem mais se atreveria A desvendar-lhes sede e fantasia Para enchê-las de amor e de ternura? * Maria João Brito de Sousa Maio 2007 ***

Mais uma imagem da sua autoria, reparo que são obras apuradas e com muito trabalho.
ResponderEliminarO poema, a partir de um tema simples a construção de um soneto com a habitual qualidade, bom jogo com as palavras que fugiram.
Um abraço
L
Obrigada, L.
EliminarEsta é uma tela grande, a pastel de óleo. Eu pintava tal qual como escrevo agora, com o corpo todo, e muito raramente conseguindo parar para comer ou dormir. Acabei-a em menos de 24 horas.
Foi o último trabalho que vendi à minha irmã que partiu em Setembro de 2020.
Quanto ao poema, não é um soneto, é uma composição de quatro quadras em redondilha maior, tal como a quadra popular.
Não vou dizer-lhe que um soneto é (apenas) uma composição em duas quadras e dois tercetos porque seria o mesmo que dizer que todos os animais de quatro patas são gatos. Um soneto é muito, muitíssimo mais do que apenas isso
Forte abraço
Se as palavras fugiram
ResponderEliminarficaram as cores
da bela pintura
Beijinhos de aqui MJ
Obrigada, Anjo, velho amigo !
EliminarHá anos e anos que nos visitamos; ora vens "ouver" o que eu vou escrevendo aqui, no estuário do Tejo quase mar, ou sou eu que subo à tua linda serra quase céu, para ver e ouvir o que por lá se passa
Beijinhos