SONETO - 8
SONETO - 8 * Pra que amanhã do luto nasça a luta, Rego os cravos vermelhos que secaram Renego os deuses que me desprezaram E transformo a fraqueza em força bruta * Inda que irresolvida, resoluta, Cuspo nessoutros que os cravos pisaram E sobrevivo a quantas dor´s me varam Assim que as mãos retornam à labuta * Revejo-me nos cravos que resistem: Inda que em solo hostil estejam plantados Jamais se vergarão aos que os conquistem * Rompem mordaças, quebram cadeados, Derrubam muros, mesmo os que inexistem, E não se rendem quando espezinhados! * Mª João Brito de Sousa 20.05.2025 - 00.05h * Sonetos da Contagem Decrescente ***

Mais uma imagem da sua autoria, reparo que são obras apuradas e com muito trabalho.
ResponderEliminarO poema, a partir de um tema simples a construção de um soneto com a habitual qualidade, bom jogo com as palavras que fugiram.
Um abraço
L
Obrigada, L.
EliminarEsta é uma tela grande, a pastel de óleo. Eu pintava tal qual como escrevo agora, com o corpo todo, e muito raramente conseguindo parar para comer ou dormir. Acabei-a em menos de 24 horas.
Foi o último trabalho que vendi à minha irmã que partiu em Setembro de 2020.
Quanto ao poema, não é um soneto, é uma composição de quatro quadras em redondilha maior, tal como a quadra popular.
Não vou dizer-lhe que um soneto é (apenas) uma composição em duas quadras e dois tercetos porque seria o mesmo que dizer que todos os animais de quatro patas são gatos. Um soneto é muito, muitíssimo mais do que apenas isso
Forte abraço
Se as palavras fugiram
ResponderEliminarficaram as cores
da bela pintura
Beijinhos de aqui MJ
Obrigada, Anjo, velho amigo !
EliminarHá anos e anos que nos visitamos; ora vens "ouver" o que eu vou escrevendo aqui, no estuário do Tejo quase mar, ou sou eu que subo à tua linda serra quase céu, para ver e ouvir o que por lá se passa
Beijinhos