SONETO DA INTEMPORALIDADE

"Sem Título" - Tela de minha autoria
SONETO
DA
INTEMPORALIDADE
*
Aqui não há passado nem futuro;
O presente é fieira que não finda
E não tem de passar por nenhum furo
Embora a agulha disso não prescinda
*
E disto estou seguro, tão seguro
Quanto de não haver ninguém que cinda
A ponta que se afasta e que conjuro
Como se o tarde cedo fosse ainda...
*
Onde não há princípio nem há fim
Sou tudo e não sou nada. Este ínterim
É somente ilusão. Paradoxal?
*
Talvez sim, talvez não, talvez talvez,
Já não quero saber de outros porquês;
Quem mede esta meada intemporal?
*
Mª João Brito de Sousa
01.11.2021 - 10.30h
***
Sonetos da Matrix
Primeiro que tudo uma referência à imagem da sua autoria, bom trabalho, em tudo actual.
ResponderEliminarO poema é esclarecedor e sempre com a mensagem que o valoriza, apreciei a ideia de o presente não ter fim, poético, bem conseguido.
Saúde, um abraço.
L
Muito grata pelas suas generosas palavras, L.
EliminarEsta série de Sonetos da Matrix deve estar no fim, a menos que a minha Musa ainda encontre algum ponto por onde lhe pegar.
Forte abraço
Eu meço é o belo quadro
ResponderEliminare as belas palavras
com agrado Grande obra MJ.
Beijinhos e uma bela tarde aconchegada
que por aqui espero Neve, espero
Ora bem, Anjo , é uma "medição" tão legítima quanto as medições convencionais
EliminarObrigada!
Parece mentira, mas já está a escurecer, por aqui...
Bom soninho e beijinhos
Em primeiro lugar, quero manifestar o meu agrado e a minha admiração pela sua tela, pintada com lápis de cera, segundo parece. É muito boa! Muitos parabéns.
ResponderEliminarNão há dúvida de que o presente é fugaz, dura menos do que um instante e, no entanto, ele está sempre... presente. Mas não é o mesmo, nunca. O mundo está cheio de contradições.
Não é por acaso que o tempo, essa dimensão que nos está sempre a fugir, é a quarta dimensão da Teoria da Relatividade. O presente de alguém não é o mesmo para outra pessoa que se deslocar, relativamente à primeira, a uma velocidade extremamente elevada, de tal maneira que o tempo para uma corre mais depressa ou mais devagar do que para a outra.
Um abraço
Muito obrigada pelas suas generosas palavras, Fernando!
EliminarA tela foi pintada a pastel de óleo, o meu material de eleição desde a adolescência :)
Junto a minha à sua voz quando diz/escreve que "o mundo está cheio de contradições" e que "o presente é fugaz, dura menos do que um instante e, no entanto, ele está sempre... presente."
O meu fraterno abraço
Atela deixou-me maravilhada.
ResponderEliminarE sim gostei de ler o poema.
Abraço, saúde e feliz Novembro
Muito obrigada, Elvira
EliminarMuita saúde também para si e um feliz mês de Novembro
Um grande abraço
Estou dividida entre o soneto e a imagem! Os dois completam-se muito bem. Mas quanto ao que escreves, sempre consegues cativar a atenção e deixar a pensar!
ResponderEliminarMuitos beijinhos, uma noite tranquila!🌷
Muito obrigada pelas tuas palavras, Sandra
EliminarPensar, na minha humilde opinião, faz um bem "danado" à nossa saúde
Chego já dia afora... que o dia te sorria, um pouco mais ensolarado, hoje
Beijinho grande
Outro para ti, e continuação de um outono cheio de inspiração
EliminarQue assim seja, também para ti, Sandra
Eliminar