NOVEMBRO

NOVEMBRO
*
Veio cheirando a musgo e cogumelos,
Vestido de sienas e cinzentos,
Desenhando no céu plúmbeos castelos
E trazendo consigo os loucos ventos
*
Bem como as grandes chuvas que os sincelos
São fruto dos dezembros pardacentos
E dos brancos janeiros, quando os gelos
Moldam longos, delgados filamentos
*
Reacendem-se as brasas nas lareiras
E cubro-me, eu, de mantas coloridas
Que falam dos meus tempos de criança
*
Num sussurro que cheira a sardinheiras,
Se transfigura em rimas incontidas
E se esvai feito em cacos de faiança...
*
Mª João Brito de Sousa - 30.11.2021 - 10.00h
A Musa sempre inspirada. Muita saúde.
ResponderEliminarNão está, não, Francisco; a Musa está mais desaparecida do que nunca, levei horas para conseguir escrever este simples soneto...
EliminarDeu-se uma opacificação da lente que me foi implantada e houve uma descida acentuada nos meus níveis de ácido fólico, o que bastou para pôr a Musa em fuga e deixar-me sem forças para pegar num rato pelo cabo.
Muito obrigada e um fraterno abraço
Querida Maria João.
ResponderEliminarDesculpe a minha ausência, que vai continuar a ser esporádica, porque a vida nem sempre é como desejamos.
Como está a sua saúde? Pelo que li no Rogério, avanços e recuos, não é verdade?
Um soneto belíssimo e melancólico. Os meses frios trazem-nos lembranças, de outros tempos, quando o não sentíamos.
Um Beijinho Enorme
Olá, Blue Bird
EliminarA sua ausência não deve ser maior do que a minha... creio que já não vinha ao computador, excepto para o usar como emissor de rádio ou televisor, há umas duas ou três semanas. Já perdi a conta aos dias...
Fisicamente, esta está a ser uma fase de alguns recuos e, ainda por cima, surgiu-me uma complicação da cirurgia à catarata - opacificação da lente implantada - que me remeteu para as antigas dificuldades, em termos de escrita e leitura...
Estou a estrear-me depois dessa ausência e não sei se conseguirei, ou não, voltar a aventurar-me amanhã... até porque a Musa, quando pressente que o físico está fracote e ressente a falta da acuidade visual, emigra para parte incerta, rsrsrsrs
Desejo tanto as suas melhoras quanto desejo as minhas; sempre vamos "torcendo" uma pela outra
Outro beijinho ENORME
Sei também infelizmente, o que é termos esperança e depois voltarmos a perdê-la.
EliminarLamento sinceramente que não tenha surgido essa complicação que tanto lhe dificulta a vida.
Terá decerto de ser submetida a nova cirurgia, e os tempos estão outra vez tão incertos.
Tenho aqui em casa a minha sogra, lembra-se da publicação sobre ela?
Os olhos e os ouvidos agravaram-se, vem para exames e consultas, vamos ver...
Também lhe desejo as melhoras, e sim, vamos torcendo e puxando uma pela outra.
GRANDE, GRANDE BEIJINHO!
Peço desculpa queria escrever:
EliminarLamento sinceramente que tenha surgido essa complicação que tanto lhe dificulta a vida.
... e eu puxo pelas duas!
EliminarBoa?
Força, então, Rogério! :)
EliminarAbraço GRANDE
Sim, Blue Bird, terei de ser submetida a uma capsulotomia YAG laser, que é uma pequena cirurgia de ambulatório para limpeza da lente opacificada, lá para o ano que vem, sem qualquer certeza acerca do mês.
EliminarSim, recordo-me da publicação sobre a sua sogra. e lamento profundamente que a situação dela também se esteja a agravar...
Um grande beijinho para si e para ela
Oi Menina Flor
ResponderEliminarSim, vamos seguindo com o colorido dos dias na esperança de sardinheiras
se abrindo em flor - apesar do inverno .
Não se preocupe em estar presente forçando a vista, a gente vem te deixar todo os abraços e carinho.
Boa semana e obrigada poema sentido e que venha os janeiros .
Obrigada, Lis!
EliminarAmanhã terei o dia por conta de exames de cardiologia e só sei que as cirurgias à catarata e a capsulotomia YAG laser terão lugar no próximo ano, embora ninguém saiba ainda em que mês do dito-cujo...
No entanto, virei sempre que puder!
Beijinho
Querida amiga, fiquei contente por ver a publicação pois pensei que estaria bem melhor, mas pelo que li, infelizmente não é assim.
ResponderEliminarDesejo-lhe as suas melhoras como desejo as minhas, que infelizmente também tardam em chegar.
Gostei de ler o poema, e por ele não parece nada estar com problemas com a Musa.
Abraço, saúde e boa semana
Muito obrigada, Elvira!
EliminarSei que a sua situação, a nível ocular, é ainda mais ingrata do que a minha, infelizmente. Espero que ambas consigamos vir a resolver, de uma vez por todas, esta situação que quase, quase nos consegue remeter para uma prolongada hibernação da criatividade...
Um grande abraço!
"Reacendem-se as brasas nas lareiras
ResponderEliminarE cubro-me, eu, de mantas coloridas
Que falam dos meus tempos de criança"
Tão bonito, isto!
Abraço
Obrigada, Rogério!
EliminarForte abraço
Saúdo o seu regresso, o fim de mais uma ausência, espero que recuperada. O poema, como sempre, de grande inspiração, sente-se o ambiente criado pelas palavras.
ResponderEliminarUm abraço.
Nada, mas mesmo nada recuperada, infelizmente, L. Muito pelo contrário...
EliminarMas eu podia lá continuar a hibernar por mais tempo?!
Claro que vou ser muito irregular nas visitas e publicações, por força das circunstâncias, mas sempre me sentirei um pouco mais viva e um pouco menos inútil.
Obrigada e um forte abraço
Boas melhoras MJ
ResponderEliminarcuidado com os excessos de exposição
que os olhos, há que mimar agora
Boa semana
Bom dia com alegria
que o sol está a nascer
o que será um belo dia. Beijinhos e também a Novembro
Olá, Anjo meu
EliminarSou uma sortuda a quem só saem duques, rsrsrs... imagina que a lente que me foi implantada se tornou opaca e, agora, só vai ao lugar com uma capsulotomia YAG laser , lá para o ano, não se sabe em que mês do dito...
O também não está a portar-se lá muito bem e amanhã vou ter de passar o dia no hospital para exames...
Aproveita o solzinho de hoje que, a partir de amanhã, temos temporal do forte e feio...
Obrigada e beijinhos
O Novembro já lá vai e o Dezembro chegou forte e feio, mas não é nada que um belíssimo soneto não consiga amenizar. Agora a sua visão é que precisa de ser amenizada, pois parece estar engalinhada, a avaliar pelas notícias que nos dá. Haja esperança, que é a última a morrer.
ResponderEliminarSinceros desejos de melhoras
Obrigada, Fernando!
EliminarPara o ano, não se sabe em que mês, farei a cirurgia à catarata do olho direito e a capsulotomia YAG Laser da lente do olho esquerdo. Vamos lá ver se o meu organismo não continua a "atacar" as lentes implantadas, que eu, como muito bem referiu, já estou cansada de viver "engalinhada".
Forte abraço!