CUIDADO COM AS IMITAÇÕES!

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CUIDADO COM AS IMITAÇÕES!
(Sonetos de Contrafacção)
*
Leio SONETO e vou, sedenta, atrás
Do que o nome indicava... e que o não era...
Se encontro essa palavra, fico à espera
De ler o que escreveu alguém capaz
*
De saber o que diz e o que faz
E não de quem persegue uma quimera
Que nunca alcança pois se não supera
Por muito que se tenha por audaz...
*
Não bastam duas quadras, dois tercetos
E algumas rimas, pra escrever sonetos;
Tem de saber-se o que um soneto é
*
Pois versos sem cadência, nem compasso,
Quase sempre redundam no fracasso
De uns sons desafinados e sem pé.
*
Mª João Brito de Sousa
26.01.2022 - 07.30h
***
Soneto lindíssimo de ler. Puro e doce fascínio poético.
ResponderEliminarCumprimentos.
Muito obrigada, Rik@rdo!
EliminarUm abraço
Abaixo os plagiadores
ResponderEliminarpingarelhos e sem amores
Bela noite inspirada e aconchegada MJ, beijinhos
Isso mesmo, Anjo meu!
EliminarAbaixo os plagiadores, pingarelhos e sem amores! E já somos dois a protestar, podemos fazer uma manif
Cheguei do hospital e as coisas não estão tão bem quanto eu quereria... é possível que tenha de começar a protestar mais baixinho e mais espaçadamente. Logo vejo! Farei tanto quanto puder, enquanto puder.
Beijinhos
Alerta com os falsários na poesia... e não só.
ResponderEliminarSaúde, um abraço.
L
Obrigada, L.
EliminarQuem me dera um pouco mais de saúde...
Quanto aos falsários, há-os por toda a parte, é bem verdade.
Forte abraço!
«Não bastam duas quadras, dois tercetos
ResponderEliminarE algumas rimas, pra escrever sonetos;
Tem de saber-se o que um soneto é»
E então eu não sei?
Uma vez meti-me a isso
e de pronto, ao comprido
me espalhei
Meu querido amigo, só eu sei quanto me doeu ter de te dizer que aquele teu belíssimo poema não era um soneto... Recordo-me perfeitamente desse momento...
EliminarMas não te espalhaste ao comprido. O poema estava bom para uma primeira tentativa. Quem se espalha ao comprido são os muitos que não têm o bom-senso de aprender o que um soneto é em toda a sua complexidade ou de perguntar a algum verdadeiro/reconhecido sonetista se aquilo que escreveram é, ou não, um soneto.
Escrever um poema apenas baseado nas duas quadras e dois tercetos e publicá-lo como sendo um soneto equivale a anunciar o Bolero de Ravel num vídeo e apresentar o QB a cantar "A Garagem da Vizinha".
Pode até ser divertido, provocar muitas gargalhadas e transformar-se num êxito viral, mas é um erro crasso... Até porque o contrário também é verdadeiro e eu duvido muito que o QB envergasse alegremente a pele de Ravel...
Um forte abraço!
Um soneto que bem alerta para um princípio fundamental: se não se conhece não se pode designar...
ResponderEliminarExcelente!
Verifiquei, no Rogério, que esteve no hospital. Espero que a saúde vá indo bem.
Beijo
Ana Tapadas
EliminarAssim deve - deveria... - ser, Ana.
EliminarInfelizmente não estou nada bem, mas espero poder vir a melhorar um pouco ou, pelo menos, ir tentando não permitir que a situação se agrave mais ainda.
Obrigada e um beijo