ESTRANHO CÉU

ESTRANHO CÉU
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Não verás, hoje, esse teu céu estrelado
Que as dunas do Sahara atapetaram
De nuvens de um tom cobre, acastanhado,
Que a luz dessas estrelas ensombraram
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E desse denso manto acobreado
Emergem folhas soltas que voaram,
Só não emerge a luz do despojado
Astro rei que as areias destronaram
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Que estranho, estranho céu nos cobre agora,
Que até o astro rei prende e devora,
Usurpando um azul que era tão nosso?
*
Como a tua, a minha alma inda vagueia,
Mas não vê estrelas, só vislumbra areia
E é de pó que eu te falo enquanto posso...
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Mª João Brito de Sousa
16.03.2022 - 16.45h
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Em resposta ao soneto CÉU de Joaquim Sustelo
(no dia em que o céu nasceu acobreado)
Lindo poema ao estranho cor do Céu que temos tido em função dos areais do deserto
ResponderEliminar.
Feliz fim-de-semana … saudações cordiais
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Bem-haja, Rik@rdo!
EliminarFraterno abraço
E é de pó que falamos, enquanto podemos e no qual nos tornaremos, quando nos findamos! Mas que esse dia venha longe! Saúde e Paz!
ResponderEliminarQue esse dia venha ainda bem longe, Francisco!
EliminarSaúde, Paz e um fraterno abraço!
Assim como se o deserto invadisse o resto do mundo.
ResponderEliminarUm abraço
L
Foi exactamente isso que senti, L., depois de ter compreendido que as minhas cataratas não podiam ter voltado :)
EliminarEu explico: com as cataratas, via tudo amarelado. Quando me removeram a primeira, a do olho esquerdo, andei dias numa verdadeira e festiva bebedeira de tons branco-vivo que já tinha esquecido existirem...
Obrigada e um forte abraço!