UM VOO DE PARDAL - Soneto muito ligeiro, dedicado à Ligeirinha
UM VOO DE PARDAL * Eu, que tanto o pratico, sei tão mal As razões de voar do próprio engenho… Sinto que é muito meu, mas sei-o estranho E chego a acreditá-lo original Por vezes, volitando, é um pardal Que por mim passa a ver quando o detenho, Sabendo que eu, sem asas, não desdenho Um timorato adejo ocasional… E logo as mãos me adejam no teclado Por causa de um pardal me ter tentado, Por obra de tão parca tentação Que é caso pra dizer que ter voado Tem sempre uma razão, sempre um culpado E as culpas nunca são da própria mão… Maria João Brito de Sousa – 05.09.2012 – 20.10h Imagem de pardoca, retirada da net, via Google

Um poema cheio de intenção de repor os valores que, aos poucos, vão resvalando para o princípio "a regra é não haver regras".
ResponderEliminarUm abraço
L
Obrigada, L.
EliminarSim, a contra-revolução cultural burguesa tem conseguido, com sofisticação, inteligência e subtileza, convencer-nos de que a regra é não haver regras e de que a verdade pura e simplesmente não existe...
Já vi muito boa e bem intencionada gente "de esquerda" morder o anzol sem dar por nada.
Um forte abraço
Credo, Anjo meu
ResponderEliminarPedi RESPEITO, não SILÊNCIO...