NA RUA ONDE EU MORO

NA RUA ONDE EU MORO
*
"Na rua onde eu moro um piano a tocar"
Sem nunca abrandar o seu amargo choro,
Faz, se me enamoro, meus olhos chorar
Quando a soluçar com ele faço coro
*
E desponta um esporo sob a luz lunar
Pronto a enraizar no que é do meu foro
Sem qualquer decoro, sem sequer cuidar
De o remodular noutro espectro sonoro
*
Na rua onde eu moro, num piano inventado
Sem som, sem teclado, sem cauda nem banco,
Só ao sonho arranco notas de algum fado
*
Gemido e magoado ou álacre e franco
Mas sem dar-me o flanco se desafinado
O tiver deixado quando o alavanco...
*
Mª João Brito de Sousa
29.03.2022 - 23.30h
***
Soneto criado a partir do verso inicial (entre aspas) do poema homónimo de Márcia Aparecida Mancebo
in Horizontes da Poesia
A nossa imaginação tudo pode... ou quase.
ResponderEliminarUm abraço.
L
Muito obrigada, L. :)
EliminarTem toda a razão e eu continuo a tentar descobrir os limites da minha :)
Forte abraço!
Um piano, pianíssimo, a encadear com a Musa poética na perfeição. Saúde, Paz e Felicitações!
ResponderEliminarMuito obrigada, Francisco :)
EliminarEu gosto muito destes versos hendecassilábicos com rima encadeada; ficam muito musicais, muito melódicos...
Saúde, Paz e um fraterno abraço!
Piano bonito
ResponderEliminarassim descrito
é como um bom dia
Um bom e belo dia, que o Sol desponta, beijinhos
Obrigada, Anjo
EliminarAinda estou cheia de "cofs,cofs" e "atchins", mas continuo de pé
Beijinhos