INGENUIDADE

Pavia, in Livro de Bordo.jpg


INGENUIDADE
*



Cegais, UE, de estulta ingenuidade?


E é a mim que acusais de nada ver


Do que no mundo está a acontecer?


Ah, que estranha cegueira vos invade!
*



É neste imenso logro que a Verdade


Sucumbe àqueles que a tentam converter


E que, refém do tal quarto poder,


Toda se exalta em falsa urbanidade...
*



UE, que ingénua sois... ou que ardilosa!


Fazendo-vos passar por caridosa,


Tudo inverteis... até o rumo ao vento!,
*



E eu que por ingénua às vezes passo


Por tantos acolher no meu regaço,


Desvendo um logro que não mais sustento!
*


 


Mª João Brito de Sousa


21.04.2022 - 22.00h
*



Gravura de Manuel Ribeiro de Pavia


In Livro de Bordo, António de Sousa, 1957

Comentários

  1. Maravilhoso de ler
    .
    Cumprimentos poéticos..
    .

    .

    ResponderEliminar
  2. Brancas nuvens negras22 de abril de 2022 às 15:10

    Ingenuidade? Não!!! Interesses que toda a razão ignora. Os que se fazem de bons são os que colaboram no sacrifício de um povo.
    Um poema esclarecido.
    Um abraço.
    L

    ResponderEliminar

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