SEM TÍTULO V

SEM TÍTULO V
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Comprei um bilhete pra longe de antanho:
Saudades não tenho, nem mal que me afecte
Que o novo reflecte quanto houver de estranho,
Nunca o que desdenho se em dor se repete
*
Troquei um tapete sem cor nem tamanho
Por um só desenho que bem mais promete:
E quem se submete? Quem segue o rebanho
Da terra que amanho à guerra a que objecte?
*
Peguei num sinete e lacrei o futuro
No fruto maduro que quis para um mundo
Mais vasto e profundo, mais nobre e mais puro
*
E tentei - te juro! - torná-lo fecundo
No verbo em que abundo mas, se em tal me apuro,
A alguns sei que curo e aos mais só confundo...
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Mª João Brito de Sousa
11.04.2022 - 14.00h
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Um assumir da vida como decidiu que a queria, tudo menos seguir o rebanho.
ResponderEliminarUm abraço.
L
Olá, L. :)
EliminarTalvez... mas, aqui, já me pressuponho parte de um pequeno rebanho: ..."Quem segue o rebanho/ Da terra que amanho à guerra a que objecte?"
Obrigada e um forte abraço
Mais um excelente poema que gostei muito de ler.
ResponderEliminarAbraço, saúde e uma boa semana Santa
Muito obrigada pelas suas palavras, Elvira.
EliminarComo não estou muito segura de me aguentar a teclar nos próximos dias, pelo sim, pelo não, desejo-lhe uma excelente Páscoa.
Um grande abraço!
Maria João
ResponderEliminarUm soneto muito belo, onde nada ficou por dizer.
Bem rimado e muito bem escrito.
Boa semana com saúde.
Um beijo
:)
Piedade Sol
Obrigada, Piedade
EliminarBoa semana com muita saúde e
Um beijo