SONETO DO PRODUTOR EXPLORADO - Reedição
SONETO DO PRODUTOR EXPLORADO
*
Eu, que injectei nas veias das cidades
Sentinelas de pedra e de aço puro,
Que conquistei a pulso as liberdades,
Que asfaltei com suor cada futuro,
*
Eu, que paguei com sangue as veleidades
Que registei na pedra, em cada muro,
E sigo em frente e moldo eternidades
A partir do que engendro e não descuro
*
Não mais hei-de evocar forças ausentes!
Liberto o grito preso entre os meus dentes
Que irrompe deste barro em que me sou
*
E arrancarei de mim quantas correntes
Me prendam à mentira, ó prepotentes
Donos do que julgais que vos não dou!
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Maria João Brito de Sousa
30.07.2013 – 18.58h
***
(Reedição)
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IMAGEM- "Força" , José Viana, óleo sobre tela

Lindo de ler
ResponderEliminar.
Cumprimentos poéticos.
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Bem-haja, Rik@rdo!
EliminarAbraço poético
Boa tarde, Maria João!
ResponderEliminarUm poema que é um grito, reeditado mas actual, forte e pertinente, com uma imagem à altura do poema.
Gostei bastante.
Boa semana com muita saúde e harmonia.
Um beijo
:)
Muito obrigada, Piedade! :)
EliminarRetribuo os votos de uma boa semana com Saúde, Paz e Harmonia!
Um beijo
O soneto é de uma enorme força, como convém ao tema. Deve ter sido escrito em dia de grande inspiração; só pode! É verdadeiramente um grande soneto.
ResponderEliminarQuanto à imagem... Ela é de José Viana, "o" José Viana, talentoso ator, artista plástico e cantor do popularíssimo "Fado do Cacilheiro" (https://www.youtube.com/watch?v=z6MWGAUbDRc)? É, não é? Ainda me lembro de o ver na televisão, a contar uma história infantil, ao mesmo tempo que desenhava em direto diante das câmaras com uma facilidade inacreditável. Foi há tantos, tantos anos! Que saudades de José Viana!
:) Escrito em dia de Musa, como eu diria, Fernando? Sim, creio que sim, muito obrigada.
EliminarE, sim, a tela é desse mesmo José Viana, actor, cantor e artista plástico.
Quem não tem saudades do Vianinha?
Forte abraço