ALMA DE CORSÁRIO

ALMA DE CORSÁRIO
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Punem-me os deuses sempre que insubmissa?
Dos deuses zombarei. se necessário.
Assim que traga um bom soneto à liça.
Um soneto com alma de corsário.
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Despojado. contudo. de cobiça.
Não aspirando a mais do que um salário.
Nem sequioso estando da carniça
Que no humano engendra o torcionário
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Acendo uma fogueira que se atiça,
Inverto o rumo. assumo o seu contrário
E dou visib`lidade à coisa omissa
*
Que nasce do meu próprio imaginário:
Minha barca? Uma rolha de cortiça.
Meu oceano? O código binário.
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Mª João Brito de Sousa
12.05.2022 - 09.00h
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(Sonetos da Matrix II)
Rolha de cortiça por barco
ResponderEliminartambém embarco
Bonito e em beleza MJ, beijinhos
:) Tu deves perceber mais do que eu de código binário, Anjo
EliminarMas se quiseres boleia na minha rolhita de cortiça, está à vontade
Beijinhos
Puro talento poético. Poema deslumbrante
ResponderEliminarCumprimentos
Muito obrigada, Ryk@rdo!
EliminarFraterno abraço
"dos deuses zombarei se necessário" essa é a verdadeira libertação intelectual.
ResponderEliminarUm abraço
L
Talvez seja, L., talvez...
EliminarHoje acordei com dor de dentes e alma de corsário :)
Não é a primeira vez que uma dor física me acicata a rebeldia. Ainda não percebi muito bem se é defeito ou virtude, mas que é uma característica minha, é.
Obrigada e um forte abraço